14/04/2015

A BÍBLIA E O JOGO DO BICHO

Silvio Marques
      Um livro sagrado escrito sob inspiração divina, e uma bolsa de apostas ilegal inspirada por um homem chamado Barão de Drummond; o que terá a ver uma coisa com a outra?
  Outrora, quando o jogo do bicho vivia em grande atividade, toda a sociedade de alguma forma se “esbarrava” quase que diariamente com as ações dessa aposta. Hoje não é tanto como antes. Já não me lembro se alguma vez nele tentei também a “sorte”. Provavelmente sim. Não obstante, me lembro claramente da inscrição que vinha carimbada em algumas pulhas* que dizia: “Vale o que esta escrito”.
  Esta inscrição sugeria implicitamente uma espécie de Clausula Única de um suposto contrato, cuja sentença intelectual queria dizer: “Não adianta choro, argumentações nem lamentos; só vale o que esta escrito”.
   Ao observarmos as pregações religiosas fica muito claro, pelo menos para mim, que o entendimento desses pregadores é de que a bíblia em todos os seus livros, velho e novo testamento, é como as citadas inscrições nas pulhas do jogo do bicho, que diz: “Só vale o que esta escrito”.
  Concordo sinceramente que esses livros sejam, com algumas exceções, inspiração divina. Acontece que o que foi escrito sob inspiração somente é possível ser bem compreendido sob inspiração. Mas no entendimento que estes pregadores têm demonstrado ter de seu livro sagrado não se vê inspiração alguma. O que eles dizem é mesmo o que esta escrito; mas a lição espiritual verdadeira e profunda que esta na “alma” daquelas palavras, eles não as enxergam.
 Por exemplo: muitos deles, e consequentemente também seus ouvintes, acreditam que o universo e a Vida tiveram mesmo como princípio tudo aquilo que esta descrito nos capítulos do livro de Gênesis. É por isto que os físicos não acreditam em Deus. Como o povo de uma forma geral não tem se dado ao “prazer da reflexão” mais profunda, tudo isto vem permanecendo como herança cultural.
                                
       Ha poucos dias minha filha, com idade de 10 anos, me perguntou se eu conheci Adão e Eva.____ Vejam só!
  Repondi-lhe sem reservas: ____ Adão e Eva nunca existiram, minha filha! Não foi assim que a humanidade “começou”! ____ e completei ____ Quando você crescer mais, eu te explico melhor!
        Mesmo que eu me esqueça de dar maiores explicações para minha filha, ou que não esteja mais aqui para fazê-lo; espero que este artigo lhe chegue ao conhecimento.
        O livro de Genesis não descreve a criação do universo material que todos conhecemos e habitamos. Tudo aquilo é uma descrição espiritualizada do universo existencial de cada um; o universo mental de cada um; o possível destino de cada um; os possíveis tropeços; tentações, ilusões; vitórias, conquistas, etc.
      Não vou aqui detalhar o livro por inteiro porque necessário seria escrever outros tantos. Mas vejamos o capitulo um do livro:
           Capitulo 1.1No principio, criou Deus os céus a terra.
     Considere que céu e terra seja uma referencia ao nascimento da vida humana; o espirito (do céu) que nasce na terra (matéria); o espírito que se fez carne (matéria) e habitou na terra.
           Capitulo 1.2A terra, porém, estava sem forma e vazia;
       Na mente de um recém nascido não há forma alguma; é tudo sem forma e vazio; a vida humana no inicio é totalmente sem informação, sem conhecimento.
           Capitulo 1.2... havia trevas sobre a face do abismo,
     Trevas sobre o abismo: representa o desconhecido; o futuro deste novo homem que é desconhecido;
           Capitulo 1.2 – ...e o Espirito de Deus se movia sobre a face das águas...
     Água é uma representação da matéria; representa o mundo material aqui no texto. “Deus se movia”, quer dizer que a Vida de Deus esta presente neste novo ser; que é a Vida que se move; que faz mover o homem físico.
           Capitulo 1.3E disse Deus: haja Luz; e houve Luz.
          Luz de Deus: é a palavra de Deus que a todos ilumina; a palavra que desperta; que dá conhecimento; que desperta amor, senso de justiça, fraternidade e tudo o que é Bem.
      Este é o rumo espiritual que devemos considerar em nossas reflexões para melhor compreendermos as escrituras. Por este novo olhar, com esta nova “configuração” podemos agora apreender mais substancialmente, sem muitos mistérios e complexidade, a Luz Verdadeira emanada de Deus. Prossiga você mesmo com a leitura; tente enxergá-la com esse novo olhar.
          A propósito da menção que fiz acima sobre Adão e Eva; na próxima publicação do nosso blog vamos descrever, como continuação do presente artigo, sobre a interpretação referente ao citado “casal”.
              Boa Leitura! Muito Obrigado!

   (*) Pulha = Cópia do jogo que ficava com o apostador para posterior conferencia. Curiosamente, contrariando a inscrição carimbada nas apostas; nos dicionários da língua portuguesa, pulha quer dizer: Afirmação desprovida de verdade; lorota; mentira.

12/03/2015

A ROSEIRA E AS ROSAS

Silvio Marques

  Se Deus desse ao Homem a oportunidade de escolher o que ele desejaria ser no universo de uma roseira, com certeza a grande maioria escolheria ser a Rosa. A Rosa porque é ela que mais se destaca numa Roseira; é ela que todos vêem. O homem tem forte tendência à notoriedade; o reconhecimento dos outros por si é um de seus mais fortes anseios. Ao olharmos para uma roseira, nossos olhos pairam quase que exclusivamente na Rosa. Parece que nada mais ali tem importância.
    ____ Ai, Porém, da Rosa; que logo murcha e se desfaz!
                         
    Na realidade o Criador não nos deu esta especifica oportunidade. Todos já fomos concebidos com uma característica, com uma missão essencial. Todos e tudo o mais que esta no plano terreno tem a sua especifica característica e missão essencial. Entretanto, ao observarmos com mais atenção a Lei do Livre Arbítrio, podemos, sim, colher dela esta prerrogativa, esta oportunidade. Encontramos através dela a liberdade de ser o que desejarmos ser; e até mesmo o de não ser o que deveríamos em cumprimento da missão original.
    ___ Que lástima, isto! ___ A maioria, de fato, não vem cumprindo a sua missão original. A liberdade proporcionada pela citada Lei garante aos homens ilimitadas oportunidades; e como resultado disto a humanidade aos poucos vai invertendo, vai conspurcando, a revelia, os valores verdadeiros. E que já estão extremamente corrompidos.
    Numa pequena reflexão comparativa nós podemos nos ver como a Roseira... seus galhos, seu tronco, suas folhas. E nesta configuração só não conseguimos ser exatamente como a Rosa, que em primeira mão todos queriam ser. As Rosas são frutos da alma de um ser chamado Roseira. Elas são como o sentimento de amor que brota de dentro de um ser chamado Homem. No universo de uma Roseira, o amor é a Bela Rosa Perfumada servida sem preço e sem prece a quem chegar. Incondicionalmente. Esta é a sua natural missão; a missão essencial e objetiva.
    O sentimento de amor dos homens existe para ser servido incondicionalmente às demais pessoas, assim como as Rosas que foram criadas por Deus e servida para deleite dos homens.
     Mas, então, um anjo poderia questionar:
  “E se o homem não se interessar pela pratica cotidiana e incondicional do amor”?
    ____ Ah! Que triste isto é! ____ Em primeiro lugar, pensemos: se uma Roseira não eclodir suas Rosas, ela nem poderá ser considerada uma Roseira. E assim, sem atrativo algum, sem objetivo algum, ela se tornará esquecida, sem relevância, sem importância alguma para a sociedade. E poderá até ser descartada como um “pé de mato” qualquer; e lançada ao fogo de Geena*.
  Algumas pessoas, ____ Milhares delas, infelizmente!  ____ ainda que não lançadas ao fogo, estão por aí esquecidas, desconsideradas, em estado lastimável de vida. ____ O quanto será de amor que estas pessoas serviram ao mundo?
   Os homens querem ser Rosa sem ser Roseira. Querem ser amados sem dar amor. Querem Felicidade, Paz e fartura. Mas para tudo isto é preciso ser gente. No entanto comportam-se simplesmente como medíocres “botões” artificialmente maquiados; enrijecidos como pétalas de plástico coloridas; sem perfume, sem vida.
    Olhai! Oh Humanidade! Olhai os “jardins televisivos”! ____ E, por favor, não sigam aquelas "rosas"!

(*) Geena refere-se ao vale de Hinom, fora das muralhas de Jerusalém. Este vale era usado como depósito de lixo, onde se lançavam os cadáveres de pessoas que eram consideradas indignas, restos de animais, e toda outra espécie de imundície. Atualmente é conhecido como Uádi er-Rababi.- Wikipédia

08/01/2015

A CASA ONDE DEUS SE FEZ HUMANO

Silvio Marques
No programa dominical de uma conhecida rede de televisão, denominado “Fantástico”, que foi ao ar no domingo dia 21 de dezembro de 2014; o apresentador faz a chamada para uma determinada reportagem, dizendo em tom de “fantástico”: “Nós vamos conhecer a casa onde Deus se fez humano”.
Na realidade devemos entender que ele deveria ter dito: “a casa onde Jesus viveu na infância”.
Declarações assim é que autenticam a precária evolução espiritual em que se encontra a humanidade. Em todos os tempos, em todas as casas, e fora delas também, é onde Deus se faz homem, se faz humano, se faz matéria todos os dias; antes e depois de Cristo. Tudo na verdade é a própria manifestação da Vida de Deus. Tudo o que se manifesta neste nosso mundo terreno; tudo o que se projeta como matéria, é a própria manifestação de Deus. Deus não é nem nunca foi uma “pessoa”. Nem poeticamente falando. Deus é o todo de tudo. Todo o existir, material ou espiritual, é Deus.
É preciso despertar desta lógica ilusória que configura Deus como um ser individual, um “cara”, um “sujeito”. Parece mesmo que é assim, mas não é. Deus é o todo de tudo e todos nós (homens e natureza) fazemos parte deste todo.
Fazendo uma analogia para melhor esclarecer isto, observemos: O corpo físico de todas as pessoas parece uma “peça” única quando visto apressadamente pelos nossos olhos. Entretanto, ao estudarmos um pouco mais esta “peça” podemos claramente enxergá-la em partes. E assim veremos que esta peça na verdade é dividida primariamente em três partes: cabeça, tronco e membros. Se quisermos aprofundar um pouco mais o estudo para entender melhor tal peça, veremos que se trata de uma composição de trilhões de células, de moléculas. Assim, analogamente, também podemos entender que Deus seja uma “peça” única quando observado sem muita reflexão (apressadamente). Considerando que cada um de nós, que cada ser criado, cada Lei e peça material existente é parte deste Todo, enxergaremos, enfim, a composição do que seja Deus. É por isto que na bíblia cristã esta escrito que “Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança”.
Urge o momento de os homens atentarem para a Vida, seus objetivos, sua razão de ser e existir. A gerações e gerações as pessoas permanecem muito desatentas quanto a estas fundamentais questões. Tenho a impressão que cada pessoa vive sentadinha no seu barquinho existencial, simplesmente navegando nas ondas da existência. E assim vão “navegando” (vivendo) ao sabor das ondas; todos observando-se uns aos outros, julgando os barcos alheios... “Que barco torto... Que barco feio... Que cor horrível”! Muitas vezes invejando e desejando as belas ou bem formosas "embarcações" deste ou daquele... E respiram o ar, e contemplam o céu, e se embebedam nos prazeres ou vomitam com o balanço das ondas. Mas observar o que deve ser observado, não fazem.
 
Será a Vida “istozinho”? Viemos ao mundo para viver e morrer? Me recuso me ver como uma folha qualquer, ou um grão de areia!
O que importa ver, queridos; o que importa de fato e em primeiro lugar: é observar atentamente o seu “barquinho”! Ele é a extensão de você mesmo. E se refletir um pouco mais, vera que deves estar muito atento e agradecido também ao mar. Pois é o mar que sustenta o teu barco. E aprendendo assim a refletir, criando o hábito da reflexão, verá que deves agradecer, e muito, ao fundo do mar; porque é ele que sustenta as “águas” que dão amparo ao teu barco. Em resumo, podemos dizer que o Barquinho é você, o Mar representa as possibilidades da vida, e o fundo do mar é Deus, que a tudo sustenta e dá vida. Olhe para isto; olhe nesta direção. Aprenda a navegar de fato, para, cego ou inseguro, não ter que ficar ancorado num “porto seguro”. Porto seguro é para os fracos, como embarcações precárias.
Reflita à Vida com profundidade. Quando você conseguir conhecer o “fundo do mar”, enfim dominarás as águas e navegarás com absoluta confiança e segurança.

Se não, continue na superfície admirando o por do sol, e seguindo a cabeça daqueles que gritam mais alto à sua volta. Mas lembre-se: tudo o que vem de fora pode ser simples sedução aos seus olhos ou ouvidos. O verdadeiro “Manual da Vida” sempre esteve dentro de você.

21/11/2014

ESCALANDO OS MUROS

Silvio Marques
As instituições religiosas tradicionais, embora com muito amor e dedicação oferecido à humanidade durante todos esses séculos, inconscientemente estão cada vez mais aumentando o “muro” que bloqueia o verdadeiro despertar dos homens e a sua natural evolução espiritual. Em razão disto constata-se um estagio espiritual ainda muito pouco evoluído, tanto desses religiosos quanto de seus seguidores. Os ensinamentos oferecidos por eles foram (e continua sendo para muitos) serviu, foi proveitoso; pois amenizou (e ainda ameniza) dores, sofrimentos e emoções ruins nas pessoas que seguem tais ensinamentos. Mas, infelizmente, insistem em não se atualizarem.
Princípios tais como: “A Bíblia Sagrada é a única Palavra de Deus”, “Só Jesus Cristo salva”, “Jesus é o Deus Criador”, “A salvação só é possível por intermédio da Misericórdia de Jesus Cristo”; e tantos outros princípios mais, são fundamentos que substanciam apenas as interpretações que estão sendo servidas por eles. Entretanto só fazem sentido porque a base das conclusões, ou seja: os citados fundamentos, somente fornecem substancias para que se chegue a essas conclusões, e nada mais. Se fornecermos um martelo e uma chave de fenda para uma determinada pessoa, seria impossível para ela promover a pintura de uma casa. Com tais ferramentas essa pessoa poderia até consertar algumas coisas danificadas ou ajustar outras mais; mas pintar o que quer que seja, jamais.
Eu, e naturalmente que milhares de outras pessoas neste mundo, que lemos os textos bíblicos com a mente totalmente expandida, descomprometida com fundamentos ou imposições religiosas (tradicionais ou modernas), enxergamos outras verdades; por vezes muito distante das conclusões e conceitos religiosos tradicionais.
Com esta visão diferenciada um dia cheguei a pensar que eu fosse um espírito meio que rebelde. Algo que não estava correto, que era inadequado para uma pessoa. Cheguei até pensar que eu fosse um ser errante, um marginal do espírito; e de alguma forma eu me recriminava por isto. Até entender que esta pseudo “rebeldia” é que foi a minha sorte. Foi por causa dela que eu pude, livre, escalar o “muro” (que já era alto) dos impedimentos e restrições religiosas, e pude, enfim, enxergar algo bem maior, transcendente e magnífico.

____ Lembram-se das aventuras de “Fernão Capelo Gaivota”, de Richard Bach? Acho que este personagem “Era eu! Penso que sou eu”! E dia após dia encontro nesta vida outras gaivotas como eu! Graças a Deus!
Na verdade não somos, mesmo, obrigados a seguir o que os outros seguem. Devemos, sim, nos obrigar a conviver em harmonia com todos eles; exercitar a fraternidade. Mas sou o que sou; não o que querem que eu seja, ou o que achem que eu deva ser.
Certo dia vi pela televisão um padre conduzindo os fieis a baterem na cabeça e a dizer: “Meu Pai eu sou um miserável! Eu sou um pobre! Eu sou um pecador”! ____ Ora! Pobres e miseráveis (do espírito) foi a condição em eles chegaram à igreja. Mantê-los na mesma condição é substanciar ainda mais a sua miséria, desgraça e inferioridade.
A bem da verdade, alguns deles não me pareceram com muita convicção, não. Batiam na cabeça meio de lado! Penso que era para não desmanchar os cabelos!
Convenhamos! Nós somos, todos, filhos do Criador! Fomos criados à Sua Divina Imagem e Semelhança! É o que consta no Livro Sagrado deles mesmos! Portanto, devemos nos ver conforme viu o Pai! Ele, quando criou todo o Universo, incluindo toda a humanidade, achou “que tudo estava bom”.
Observemos bem esta analogia: Se um engenheiro se considera competente, ou é considerado “onipotente”; mas constrói uma edifício pobre e miserável; ele não passa de um engenheiro pobre, miserável e incapaz. O edifício não tem culpa alguma; a obra não tem culpa alguma. A culpa das imperfeições das obras, das artes, são do “artista”. Ainda que no caso do homem (a criatura) haja o livre arbítrio, é bem mais proveitoso nos ver e afirmar que somos maravilhosos Filhos de Deus; e não miseráveis.
Que importa se meu mentor espiritual, meu santo, meu anjo são seres elevados se eu também não sou? Que importa enaltecê-los em detrimento da minha suposta pequenez e miséria? Sou tão grande quanto eles, podendo ser até bem maior do que eles, dependendo da minha convicção e despertar.
Não serão eles que te elevarão. Santo, papa ou pastor não são vara de salto. Ninguém salva ninguém. Você é o salvador de si mesmo. Você pode estar ainda num estagio de não acreditar nisto (o que ainda é mais comum), mas é assim que é na visão de quem já “pulou a muralha” das imposições religiosas.
Todo o Universo, o Paraíso, a Paz, a Felicidade, a Alegria estão muito próximos! Muito próximos, porque estão dentro de você! Próximo não se trata do fator “tempo”; trata-se do fator “localização”! Esta aí dentro de você e de mim! Creia no Deus que habita o seu interior, e isto basta para ser feliz!

Seja bem vindo ao outro lado do “muro”!

20/10/2014

O Modelo do Bem

Silvio Marques
Particularmente não tenho visão pessimista da vida. Muito pelo contrario, sou do tipo que procura sempre enxergar as coisas positivas em quaisquer circunstancias, pessoas ou fatos. Mas também não há como negar o fato de que os nossos olhos, ouvidos e mente, concomitantemente, assistem diariamente (e o dia todo) imagens e palavras grotescas e condenáveis praticadas pelos homens. E o pior disso é que servem como malditas sugestões que se fazem perpetuar para as gerações que vão chegando.
Assassinatos, crimes de corrupção, infidelidade conjugal, suicídios, guerras civis, desarmonia familiar e entre vizinhos, pedofilia, uso de drogas, uso de álcool; e tantos outros grotescos, e até selvagens, atos de nossos irmãos, incessantemente envolvem a nossa mente, renovando a cada dia a sugestão de que somos seres inferiores e imutáveis. Atos, aliás, que nenhum outro animal pratica.
Ao contrario dos homens, os atos e as atitudes dos animais selvagens, considerados seres inferiores pelos homens, são invariavelmente puros, naturais. Por mais grosseiros que possam parecer os atos e atitudes dos animais eles são sempre puros e naturais, porque este é o “modelo” que trazem na sua essência.
Certo dia uma colega de trabalho me contou que viu o gato dela mamando em sua cadela que havia a poucos dias dado crias. Disse que ao ver isto pegou um cinto e espancou os animais. Então perguntei curioso: ____ Porque você fez isto? ____ e ela me respondeu: ____ Ué, Seu Silvio, eles estavam fazendo sem-vergonhices! ____ Fiquei com muita pena dos animais.
Todos os homens precisam e tem o poder de se modificar, de se transformar, de se aperfeiçoar ou refinar as suas atitudes. Os animais não. Não precisamos refletir muito para podermos concluir que um pato jamais poderá se transformar num porco; mesmo que convivam no mesmo ambiente. O pato jamais vai se transformar no porco porque não há dentro dele o “Modelo” de porco. Na sua essência somente existe o “modelo” de pato. Bem como os porcos que não podem voar.

Todos os animais, vegetais e elementos da natureza, agem incondicionalmente de acordo com o “modelo” que trazem dentro de si.
Porque somente o homem transgride tanto a sua natureza verdadeira? Se na sua essência o homem é dotado de todos os valores do Bem, porque ele age insistentemente com tanta grosseria? E porque essas grosserias se manifestam na maioria das pessoas pelo mundo afora? Não seria mais natural que todos manifestassem somente o Bem? Este é o “Modelo” que o homem traz na sua essência.
É falso o homem violento; é falso o homem traidor; é falso o homem corrupto. É tão falso quanto um homem embriagado ou drogado. A embriagues deles, o mal deles é a cegueira. Vivem numa perspectiva muito inferior às suas reais possibilidades; e muitos em razão da síndrome da gabriela... "eu nasci assim, eu cresci, vou viver assim..."
O homem transgride tanto o seu “Modelo original” porque não conhece (ou não reconhece) a sua Imagem Verdadeira; o verdadeiro Modelo que traz em seu interior.
Todo mundo sabe que não pode matar. Mas nem todos (ou muito poucos) tem perfeita consciência desse impedimento. Todo mundo sabe que não pode ou não deve roubar. Mas nem todos tem profunda consciência do porque não pode. Poucos ___ muito poucos, infelizmente ___ tem perfeita consciência de que todo mal praticado, inevitavelmente haverá de ser resgatado. É Lei universal. E não houve, não há nem haverá “advogados” que os defenda; e nem carece de juízes para condená-los. Todos os seus atos se contemplam por si só.
____ Plantai, portanto, O Bem, Oh Humanidade! Este é o único caminho para a Paz e para a Felicidade Plena e eterna! Não fiques dependente de Santos ou Anjos! São seus pensamentos, palavras e atos que te salvam ou que te condenam! Voce é o único e possível Santo (ou demônio) de si mesmo!
____ E assim tem sido para todos; pelos séculos e séculos!

Quando irão aprender? Quando irão despertar?

04/09/2014

Porque com fé não costuma falhar?

Silvio Marques

Para responder ao presente questionamento viajando na sutileza dos detalhes, vamos tomar como base os estudos das dimensões. Oficialmente a Física somente reconhece quatro (4) dimensões. Mas as possíveis outras seis que ela teoriza existir, num total de dez, portanto; embora não possam sustentar as conclusões espiritualistas, que apontam para sete (7) dimensões, deixa em aberto essas possibilidades. Ou, quando nada, não neutralizam as conclusões espirituais.
Das sete (7) dimensões espirituais teorizadas pelos teólogos e religiosos, as quatro primeiras são exatamente as mesmas quatro (4) dimensões reconhecidas oficialmente pela ciência. São claramente dimensões físicas apesar de estarem listadas também como espirituais. Mas espirituais mesmo somente a partir da 5ª dimensão, onde, livres das limitações das Leis materiais, vivem as almas que já deixaram o corpo material, ou mesmo seres mais elevados que, possivelmente, nunca tiveram um. Mas a partir daí tudo fica alheio a ciência, que não estuda, não investiga estas questões; porque não é este o seu objetivo. As questões espirituais são imensuráveis para a ciência.
O Mestre Masaharu Taniguchi, fundador da Filosofia Religiosa Seicho-no-Ie, argumenta as ações dos seres das primeira e segunda dimensão, da seguinte forma (descrevo com minhas palavras):
A primeira dimensão é a dimensão do comprimento. Os seres que vivem limitados a essa dimensão somente tem intuição (ou mente intuitiva) que lhe faz entender o “universo” a sua frente, em linha reta. Ou seja, esses seres não reconhecem os lados, a segunda dimensão, não a alcançam. Esclarece o citado Mestre, que se houver algum alimento ao lado de um desses seres da 1ª dimensão ele não se volta para o lado para pegá-lo, porque para ele este alimento simplesmente não existe. O lado já é uma possibilidade da 2ª dimensão.
O mesmo acontece com os seres da segunda dimensão. Esses seres, sim, se houver algum alimento ao lado de onde ele irá passar, ele se volta de lado para pegá-lo. Entretanto, se alguém brincando levantar este alimento antes dele pegá-lo, ele poderá “pensar” que aconteceu alguma mágica; o alimento, inexplicavelmente para ele, desapareceu.
Isto acontece porque ele não reconhece a 3ª dimensão; ela esta além da sua percepção. E se alguém tornar a baixar o aludido alimento à sua frente, ele poderia até entender que aconteceu “um milagre”. Pois, baixar ou subir são ações da dimensão da altura (ou profundidade) que é a 3ª dimensão; a dimensão em que nós e alguns animais vivemos e reconhecemos.
A quarta dimensão, tanto física quanto espiritual, é a dimensão do tempo (ou duração). É a relação de tempo e espaço. Qual seja: para se percorrer um espaço, demanda-se um tempo; para se viver uma vida ou praticar uma ação qualquer, demanda certa duração.
A quinta dimensão espiritual, como já dissemos, é a dimensão livre das leis físicas, das leis da matéria, onde habitam os seres destituídos de corpos físicos.
A sexta dimensão, diz o mestre Taniguchi, é a dimensão do Amor. E a sétima dimensão é a dimensão absoluta que transcende tudo. É a dimensão da criação de onde tudo provém. Seria como entender (digo eu) que fosse a “morada” de Deus, a fonte de tudo. Acrescenta, ainda, o Mestre, que esta sétima dimensão não é anterior a uma possível oitava. Sete na numerologia representa “o infinito”.
Agora sim, podemos responder mais facilmente a pergunta que intitula o presente texto: “Porque com fé não costuma falhar”?
As pessoas que duvidam que possam alcançar, que possam obter, conquistar alguma coisa que desejam, se comportam exatamente como os bichinhos das dimensões inferiores. Elas duvidam porque não reconhecem o que esta além da sua dimensão. E foram para elas que Jesus deve, outrora, ter dito: “Homens de pouca fé”!
A fé tem mesmo que transcender as lógicas e dimensões materiais. Não é como comprar pão na padaria ou pegar água na bica; onde primeiramente precisamos saber se de fato tem pão e se tem água. A provisão que você não vê, mas acredita, isto é ter Fé. Os bichinhos da primeira dimensão, por não ter fé que o alimento que ele não vê existe; fica com fome.
Entretanto, devo registrar, não estou falando da fé religiosa tradicional. Até certo ponto ela também tem lógica material. Os fiéis entendem que, se tem o apoio, a ajuda, o “poder” ou a força do santo consigo, eles podem mais; eles podem tudo. E muitas das vezes funcionam. Na maioria das vezes, funcionam. E é isso que as ilude. ____ Quando não há reflexão, manifesta-se a ilusão! ____ Por exemplo: as pessoas pensam que é o remédio que cura as suas doenças; mas não é. O que de fato cura é a ação da Vida que esta no corpo. Dê remédio para um cadáver e verão a sua inutilidade quando não há a ação da Vida.
O que lhe faz vencedor em qualquer peleja é a sua fé, a sua convicção; tanto quanto seu desanimo e desconfiança em si mesmo é a causa de seu fracasso. A força ou o poder não esta no santo, está na força de sua fé.
Todos os seus sonhos e desejos, abençoados por Deus, já estão contemplados no Mundo da Provisão Infinita que você não vê. ____ Avança além das suas limitações materiais! Avança além de seus “olhos”! Avança além desta nossa dimensão tridimensional!
É por isto que com fé não costuma falhar! Com fé, não falha nunca!

08/08/2014

PENITÊNCIA: NEM RESGATE... NEM OFERENDA

Silvio Marques
          A fundação de Assistência ao Estudante (FAE), órgão do Ministério da Educação, editou em 1984 um dicionário da língua portuguesa do qual algumas vezes me utilizo como fonte de consulta.
          Consultando-o a respeito da significação da palavra penitência, extraí o seguinte: penitência = arrependimento; dor do pecado; pena imposta pelo confessor para remissão dos pecados; sacrifício para expiação dos pecados; incômodo; tormento.
          Por razões religiosas, penso, esta palavra um dia será banida dos dicionários de todas as nações. A penitência, irremediavelmente, será uma primitiva e absurda prática do passado. Quanto ao seu significado, em qualquer época, penso que “arrependimento” jamais foi seu sinônimo. Penitência quer dizer castigo, punição para remissão ou expiação de pecados. Mas acontece que elas podem ser cumpridas apenas em obediência a imposição do confessor ou por sua recomendação; não em sinal de verdadeiro e devido arrependimento. Esta prática se estende á séculos. Obedecendo a recomendação do confessor, obtém-se algum alívio. E é por isto que voltam a “pecar” outras vezes sem nenhum pudor; e também voltam ao confessor em busca do mesmo alivio.
 
Felizmente, como já não era sem tempo, hoje temos alguns pensamentos renovadores que não dão valor algum a essas práticas de sacrifícios ou castigos para remir as faltas. Ora! Que pai se sentiria reverenciado ou adorado somente ao ver, por exemplo, o seu filho com os joelhos doloridos e sangrando, em razão de ter subido ajoelhado vários degraus de escadas para agradá-lo? ____ Eu, que certamente sou muito menos generoso do que Deus, simplesmente diria ao meu filho: “porque você não tomou o elevador ou o teleférico”? ____ E Deus deve pensar pesaroso: “Agora tenho duas tarefas: curar tua alma e curar teus joelhos!”
Somente o sincero arrependimento pode anular o pecado (o erro, a falta). Mas não precisa e nem é aconselhável que venha acompanhado de imolações. Isso é o amargo fruto da ignorância.
O arrependimento é como a água, o pecado é como a sujeira. Quando a “água” lava a “sujeira” ambos desaparecem e o que ressurge é a imagem original. Que neste caso: a alma pura do individuo criado por Deus. E para Ele é o que importa.
Que proveito há para um pai o sacrifício ou penitência de seu querido filho? Fazer o que com essa “oferenda”?  Ela não tem serventia nem para provar o arrependimento do filho, nem para resgatar a sua culpa. Muito menos para agradar um pai.

Somente o amor é oferenda. O sincero arrependimento é manifestação do amor de Deus que constitui a nossa alma original. Jesus disse tão somente: “vá, e não peques mais!” Ele não recomendou penitencia alguma. Quando surge o arrependimento, no mesmo instante reluz essa alma divina em nosso interior... E Deus “sorri” no ritmo do nosso alivio. Este é o sintoma do perdão.

Importantes informações

  Nota de agradecimento e importantes informações aos Leitores e                              seguidores deste Blog em todo o planeta. Ess...