15/03/2013

PEDI, E SER-VOS-A DADO


Silvio Marques

          A palavra “Vida”, como bem sabemos, representa uma ação constante. Vida é sinônimo de movimento; dinâmica; desenvolvimento; resposta, resultado; ação e reação.
          No plano da vida humana processa-se um seguinte ciclo de vida: o homem planta uma semente, o solo responde ao homem; a semente responde ao solo; a planta responde à semente; o fruto responde à planta, e se oferece insinuante para o homem, concretizando o seu desejo inicial.
Esse homem colhe o fruto apetitoso; saboreia-o gratificado; se fortalece com os seus nutrientes, e por fim volta a plantar a semente que o fruto lhe deu. Este é o ciclo de vida no plano material.
          Os elementos que compõem este ciclo são inseparáveis. Ainda que o homem possa ser substituído por outro animal, a estrutura do ciclo permanece a mesma. A idéia é uma só.  Cada um habita no outro numa interdependência natural. Assim, podemos concluir que o homem (os animais como um todo), o solo, a semente, a planta e o fruto, são um só ser. Outros elementos naturalmente se fazem necessários neste processo; como o ar, a água, os ventos; o sol, etc. A energia do homem, portanto, é a mesma energia do solo, da semente, da planta, do fruto, do sol.
          No ciclo da vida espiritual o processo tem a mesma estrutura. O homem planta suas expectativas (seus desejos) com a mente, o universo responde. O universo, assim como as sementes, não cometem equívocos. As Leis são naturais, infalíveis e imutáveis. Ainda que você plante arroz, desejando colher feijão, seu desejo não será atendido. Isto todos sabemos. Mas nem todos consideram que também seja assim no plano da “lavoura” espiritual.
          Se o homem plantar amor estará semeando em solo sagrado; no solo de Deus; a Verdadeira Vida. E é natural que colherá Amor. E irá “saboreá-lo”; e irá fortalecer-se de alegria; e, gratificado, irá semear o Amor outra vez. Este é o ciclo da Felicidade. ____ Eis aí o Jardim do Éden!
          Entretanto, se não plantarmos atos que estejam substanciados pelo Amor e pela Justiça, estaremos semeando no solo da ilusão, da fantasia, dos devaneios. E nesse solo jamais se colherá os frutos da felicidade verdadeira. Colheremos exatamente os frutos com a imagem e semelhança das sementes que elaboramos com a nossa própria criação. Pois nesse solo, nesse campo, também funcionam as leis mentais estabelecidas: “colhemos o que plantamos”. Não é uma criação divina, é sua criação; mas as leis se fazem cumprir à sua sincera vontade. Alias isto não é bem uma criação.___ Ilusão é igual a nada!
         Lastimavelmente a humanidade, em sua grande maioria, planta substancialmente nesse solo falso. E é por isso que vemos toda essa farra com cara de felicidade que as pessoas pensam ter. E o que é pior: a maioria inconsciente deseja ardentemente vivenciar essa farra também. Todavia, em razão de essa “alegria” ser falsa e efêmera, para ser vivida e sentida é fundamental vestir-se a mascara da embriagues nas suas mais diversas “modalidades”. Naturalmente! Se o ato é fictício, o ator tem de ser um personagem. A embriagues faz parte da ação desse ato de ser “feliz”. Nem percebem, mas precisam embriagar a consciência, de encobri-la, ou de alguma forma adormecê-la para que não haja uma interferência (“autocondenação”) que consequentemente “corte o seu barato”.
 Saúde ???

          Somente com a “embriagues” que os prazeres proporcionam é que o homem consegue “esconder-se” de si mesmo enquanto eles duram, e pensam que estão sendo felizes. Pois lhe digo que se você não é feliz na segunda feira, não será verdadeira a sua “felicidade” de sexta feira à noite ou de sábado e domingo o dia todo. Muitos pensam que segunda feira não é dia para ser feliz; segunda feira é tão somente dia de trabalho. Mas o trabalho é uma das mais fundamentais “substancias” que compõe o “Bolo da Felicidade”.
          A existência de cada um já vem contemplado com um “jardim” para você exercitar a sua vontade, os seus desejos. Tudo o que nele floresce é a fotografia da sua alma.
          Viver o falso ou viver o verdadeiro tem uma grande diferença: O verdadeiro é eterno (de segunda a segunda); o falso um dia se acaba “como um fim da linha”. Depois tudo se torna um imenso deserto desamparado e vazio. Chamam isto de “depressão” (Oscar de artistas e celebridades); um “mundo” frio e triste. Agora, sim, você encontrou o que de fato vinha plantando.
          Mas ainda não é o fim. Antes fosse, se considerarmos que você permanecerá nesse sofrimento mórbido.
          A qualquer tempo: desperte para o Amor e a humildade. Ou permanecerá morto para a Vida.
          Peça com atitudes (não com a boca)! O Universo (Deus) te responderá. Mesmo que Ele não tenha ouvidos.

22/02/2013

Responsabilize-se por Deus!


Silvio Marques

Muitas pessoas apesar das fervorosas orações e até intensa participação religiosa passam os seus dias aflitos ou em silenciosos sofrimentos. Muitas vezes com assumida resignação. Porque será?
Infelizmente elas não questionam isto! O deus para o qual elas oram “parece não lhes dar a menor atenção”. Algumas delas até pensam e falam isto. Porém sem “ousar exigir” respostas.
Em suas vidas tudo é extremamente difícil e sofrido. Vivem com carência de paz, alegria e motivação. Uma vida de silenciosas (e em certos momentos até explicitas e dramáticas) lamentações.
Entretanto, ____ Oxalá este texto chegue às mãos de algumas delas! ____ não é o divino que não lhes dá atenção. Impossível. Em todas elas existe “algo insistentemente ‘gritando’ como um insinuante zumbido”: Reflita... Pense... Questione... Rebele-se!
Mas elas não querem arriscar. Suas mentes estão algemadas às sugestivas frases de alertas doutrinarias... “Cuidado, o inimigo pode te tentar e te desviar do caminho com suas perigosas insinuações”!
A propósito; para alguns religiosos que por ventura a este texto vir a ler, esse “demônio” seria eu, se considerando o que aqui digo!____ Assim, preferem fugir de uma reflexão mais profunda. Vivem na esperança de que, de repente, algo grandioso aconteça em suas vidas para autenticar a grandeza de seus deuses.
Mas a vida não para nem espera; avança impetuosa. E nada de mais substancial acontece para que, enfim, elas possam mostrar aos outros a grandeza de seu credo e de seu deus. E nessa esperança, ainda que mergulhados numa entediante estagnação, perseveram no que chamam de sua fé.
Perseverem! ____ dizem as igrejas ____ Um dia Deus olhará por ti! Seu dia chegará! Jesus voltará!” ____ Promessas! Promessas!
Esses discípulos ralam os joelhos em orações; criam calos. Derramam rios de lágrimas de lamentações implorando piedade com suas dramáticas fisionomias de sofrimento e dor; como se só assim o Pai, compadecido, Se dispusesse atende-las. Consequentemente disputam inconscientemente uns com os outros quem tem desgraça maior para merecer primeiro a Sua bendita atenção. ____ Assim tem sido!
“Aumenta o dízimo!____ diz o líder religioso ____ Quanto maior, maior será a prova de sua fé e consequente apreço de Deus”!
____ Pois sim! Ham, Ham!
Alguns, convictos de que obterão positivas respostas; de que estão naquele momento envolvidos pelos seus santos protetores, seus deuses (hoje dizem: intercessores), “relaxam a dor” e obtém mesmo a cura estimulando a sua fé. Entretanto, a cura não foi proveniente de onde elas pensam que tenha provindo. Mas, unicamente porque “relaxaram a dor” na fé de que seriam curadas. O que aconteceu foi que houve uma mudança na mente. Acreditaram, tiveram fé. Ou seja: a pessoa, que tinha toda a atenção voltada para sua dor ou desgraça (qualquer que seja) e a ela resignadamente “reverenciava”, dividiu essa atenção com “algo” (ou alguém) que poderia vencê-la. Um aliado. A sua atenção voltou-se, portanto, para este “alguém” (Deus, Jesus, algum santo, anjo ou intercessor) e abandonou a atenção para a desgraça que a afligia. ____No que você põe sua atenção, nisso é que está a sua fé!
Só existem doenças ou desgraças quando não se tem algo bem melhor para se reverenciar; para se dar atenção; para se crer. Por isso recomenda-se que é preciso buscar Deus. Esta a razão das igrejas lotadas de hoje. ____ Louvado seja!
Toda desgraça por menor que seja por si só anuncia a ausência de Deus. É por isto que toda dor propicia uma aproximação com Ele. Entretanto, ainda que se use Deus como remédio, Ele não tem esta missão como seu projeto original. Deus não é remédio; nem escudo; nem guarda costas. Originalmente Ele esta presente sem que precise ser solicitado. Você não precisa pedir a Deus para ser feliz. Este é o seu irremediável destino. Você não deve entender que Ele seja responsável pela sua felicidade. Hoje o mundo já se encontra preparado para entender que Deus não é responsável por nós, conforme ensinado outrora. Não é um guardião. ____ Sim, não é! Estas são as boas novas!____ Já alcançamos o entendimento de que nós é que somos responsáveis por Deus neste nosso mundo terreno. Já é hora de repensar as nossas responsabilidades para com Deus e para com o mundo.
Observem bem: este nosso mundo, que a centenas e milhares de anos vem recebendo orientação religiosa; ao contrário do que deveria, vem piorado cada vez mais na ética, na moral, na justiça e nos costumes. Porque será? Penso que deva existir algo de errado com essas pregações. O homem deveria ter melhorado, e não piorado.
Antevejo que, se os homens se responsabilizarem por Deus, ou seja, se os homens se responsabilizarem em manifestar Deus em todos os seus pensamentos, palavras e atos; o Paraíso se apresentará. E você não depende de que os outros ajam também como você para que o Paraíso resplandeça. O mundo de cada um corresponde aos atos de cada um. ____ É muito justo, não?
Isto é o que é Deus!____ Rogo que todas as pessoas responsabilizem-se por Ele, se querem ser felizes!

18/01/2013

Poucos têm Verdadeira Fé


Silvio Marques

Proporcionalmente à humanidade, ainda são poucos os que podem sentir-se inseridos no título acima. E a margem é mesmo de poucos. Infelizmente. Mesmo sendo uma lástima a baixa espiritualidade da humanidade, entre nós já vivem pessoas que conseguiram se libertar das algemas de “dogmas” instituídos no passado; e que enxergam além do que nos tem sido ensinado da palavra de Deus, contida na bíblia principalmente. Não que esses ensinamentos tenham sido ruins ou danosos até então. Mas sim, que os entendimentos relativos a eles hoje se tornaram primários. E, para muitos, empecilhos ao seu desenvolvimento espiritual.
Na “alma” desses ensinamentos, mesmo que possa haver alguns equívocos de tradução, eles têm a essência boa da Verdade e serão eternos; pois são divinos. O primário está na transposição da Verdade; da Fonte para as pessoas. Os intermediários têm passado à verdade no limite de seus entendimentos; de acordo com o seu grau de espiritualidade. Naturalmente que não se pode ensinar além do que se conhece. Mas é também uma imprudência criticar o que não conhecemos; como eles fazem. Nas críticas radicais muitas vezes é onde habitam os empecilhos. Porque criticar as árvores cujos frutos não conhecemos; nem sequer investimos a humildade de tentar entender?
          Importa que te diga:

Eu (o autor) sei o que sei; além de mim, nada sei! Jesus falou por si, em nome do Pai; e eu falo por mim, também em nome do Pai. Ninguém transfere espiritualidade. Por isso ninguém deveria dizer que fala em “nome de Jesus”. Ele não deu procuração a ninguém para falar em seu nome. Mesmo que tenha dito: “quando falar em meu nome estarei presente”, ele quis dizer: “quando falar em nome do Pai; em nome do Amor, em nome da Justiça; O Pai, O Amor, A Justiça estarão presentes”. Entendam que as obras não são de Jesus, são do Pai, do Amor, da Justiça que ele anunciou, e que está em você, em mim, em todos os nossos atos bons!

Se o mundo não crê que o Pai esta em si, em cada um de nós; então não mintam para povo dizendo que eles se curam “em nome de Jesus”. Porque a cura do corpo ou das situações adversas não é a salvação. São analgésicos que os iludem.

O mundo se tivesse fé verdadeira curar-se-ia a si mesmo. As doenças do corpo, todas, são defeitos da alma. Se o mundo entendesse que cada um é que é Filho de Deus, então não haveria doenças nem adversidades consequentes; porque o corpo haveria de cuidar de si. O abacate deve cuidar do caroço, que é onde esta a vida; porque a carne não lhe servirá “depois”. Portanto, se não cuidares da alma, enquanto é tempo, perecerás juntamente com a carne!

Crês mesmo em Deus? Em que deus você crê? Jesus? Nos santos e santas? Nos anjos? Nestes ou naqueles aos quais pedes proteção; provisão; providencia?
Achas mesmo que qualquer deles te dará por compaixão, ou, seja lá pelo que for, somente porque pedistes?
Achas mesmo que qualquer deles, ou de qualquer outra religião, têm poderes para transcender as Leis?
Se acreditas que sim, estais na banda daqueles que não tem fé verdadeira; dos que não conhecem Deus. Se Deus, que é a Lei, que é a própria ação da Lei, transcendesse-A, Ele automaticamente Se anularia.
Fruto de que pensas que se originam as suas dificuldades, as suas carências, insatisfações, imperfeições, doenças, medos e desarmonias?
São frutos da sua falta de consciência e de Fé que Deus está dentro de vós. E não fora.
Não é “lá fora” que está a nossa salvação, proteção, provisão, providencia ao espírito. Nada recebemos de fora que não seja um retorno, uma compensação em cumprimento da Lei. Até a provisão alimentar (esta sim) que vem de fora, lhe é servido na quantidade e qualidade que requisita o teu mérito.
Jesus não deu as sementes do amor e da justiça a ninguém. Ele plantou-as com atitudes e fé; e colheu para si os divinos frutos desta semeadura. Por isso viveu com autoridade e graça. A nós anunciou, caridosamente, o mapa do tesouro. Apontou, por testemunho, em que “deposito” estão essas sementes. Porque sabia que somente plantando-as através de nossas próprias atitudes poderemos colher os divinos frutos e saboreá-los, também; pois só colhemos o que plantamos. É somente assim. Essa é a Lei. Se pedimos aos “outros” é porque não nos demos ao trabalho de plantar as nossas próprias sementes, células de nossa alma.
Pedir a Deus não se faz com a boca. Ainda que o Mestre tenha anunciado do Pai: “Peça, e vos será dado!”; esse “pedir” se faz com ação, e não com a língua. Esse pedir é com a ação do trabalho, de atitudes dignas; porque deles serás servido à altura. O resultado de teu trabalho é que é a Dádiva prometida. Você age, e Deus lhe responde.
Tanto as propriedades patrimoniais quanto a saúde e a paz, são frutos das semeaduras de teu coração. Mas, atente para isto: toda a desgraça também o é. E, nesse caso, não é Deus quem responde. Não é dádiva de Deus.
Tenhas Fé Verdadeira! Plante as sementes do Amor e da Justiça que sempre estiveram em seu coração! Observe, primeiramente, cada um dos seus atos para certificar-se que são verdadeiramente dignos, e ore agradecido. Esta é a missão da boca.
Prepare o solo de sua mente; abra o deposito do seu coração; use as sementes que já lhe foram anunciadas; refaça o seu jeito de plantar; e, já, pode preparar a festa. Porque sua alma viverá contente a partir de então.

Essa palavra é boa, Irmão! Ainda que em mim mesmo venha a ocorrer algum mal, não será prova de que elas sejam imprestáveis. Mas, sim, prova de que em mim houve algum “débito” a ser resgatado; fruto que eu deveria colher!

Portanto, eu vos digo: Não grites socorro pelas janelas de teus olhos; pois a sua salvação está dentro de ti! O que os teus olhos ora vêem, é rigorosamente a materialização da lavoura que você plantou! Rejubile-se de todo o bem; ou arrependa-te de todo o mal.


Assim é a Lei.

04/01/2013

APRENDENDO A "SE VIRAR"


Silvio Marques

Todos os dias, a toda hora e a cada experiência as pessoas estão aprendendo a “se virar” neste mundo terreno, nesta dimensão material em que estamos. E parece que essa é a verdadeira ventura da vida, objetivo da vida: Afinal, são as experiências que nos dão conhecimento e sabedoria para nos relacionarmos com este mundo.

É fundamental, lógico, mais que isso, inexorável e indispensável aprender a “se virar”. Aprender é bom; conhecer é necessário, sim. Entretanto, se considerarmos que “Se Virar” signifique apenas: aprender para se defender; para se safar das situações do dia a dia, tendo em relevo as adversidades; penso que isto não é tão indispensável assim.

Naturalmente que todo conhecimento se transforma em “armas” adquiridas para utilização nos momentos em que se fizerem necessários. A ignorância é uma cegueira, uma pobreza. As experiências da humanidade tanto comprovam isso que, geração após geração, todos seguem nessa mesma direção, nessa mesma busca, numa verdadeira inércia dogmática: “Aprender para se defender”.

Pelo andar dessa minha abordagem os mais sensíveis já devem estar presentindo, talvez curiosos, talvez desconfiados, que eu esteja na eminência de anunciar outras possibilidades para a vida de cada um, que não seja esta histórica busca. Será?

É bom que saibam: levantei da cama de sobressalto neste dia por volta de 12:30 da noite, apenas para escrever (ou transcrever) o presente texto. Nem sei se antes estivera mesmo dormindo. Mas foi assim.

Então vejam isto: vamos viajar na fictícia vida de um personagem que “invadiu” meu pensamento:

Um individuo mora numa “caixa” com as dimensões de um metro de altura por um metro de largura e também de comprimento (1 x 1 x 1). Se essa pessoa tem altura mediana de um metro e sessenta e mora nessa “caixa”, certamente passará os seus dias se lamentando por não poder sequer levantar ou abrir os braços dentro de sua “casa”. Viverá uma vida muito limitada, muito restrita e sem liberdade. Entretanto, se essa pessoa tomar a decisão de mudar-se para uma “caixa” nas proporções de, pelo menos, três metros em cada dimensão; então ela terá muito mais liberdade; muito mais possibilidades. Mas isso não depende do mundo, de Deus ou do governo. Só depende dela.

Eis então a questão: Viver numa dimensão de um metro... Ou viver numa dimensão de três metros?

Todos conhecem a resposta. Todos saberiam fazer aqui a melhor escolha. Mas para melhor entendermos a mensagem, é imperioso que identifiquemos algumas expressões na frase acima, propositalmente grifadas, quais sejam: Um individuo - moracaixa.

Um individuo: representa cada um de nós, seres pensantes. Mora (habita): representa a dimensão (mental) em que cada um vive. E “caixa”: significa o alcance da mente deste individuo, seu universo mental; ainda que apenas no presente momento.

O silencio era tão grande naquele momento da madrugada em que eu escrevia, que o atrito do grafite da lapiseira riscando o papel me parecia um barulhão para os que estavam dormindo.

Se uma pessoa vive uma vida sem reflexões, vive apenas repetindo, copiando e seguindo os passos, atos e conceitos dos demais (ainda que de sábios, eruditos ou iluminados), viverá uma vida limitada, viverá uma vida de “rabicho”, seguindo a maioria. ___ Tu és um rabicho? ___ Viverá uma vida falsa, sem desenvolvimento ou descobertas. Vida sem méritos ou glórias.

O que quero dizer, é que é preciso refletir sistematicamente, insistentemente a Vida. E não estou falando daqueles celebres e inconscientes questionamentos humanos: “quem sou eu... de onde vim... para onde vou”. Estas respostas virão por acréscimo. É preciso refletir tudo, profundamente; dedicar minutos diários para fazer boas leituras e saciar a fome e a sede de seu espírito (mente). Devemos ler, ou simplesmente pensar, ou principalmente escrever. Tente; basta começar. Como disse um velho amigo: “O hábito de ler ou escrever é como dentadura; no começo dá gastura, mas logo depois acostuma”.

                                       
Você, enfim, precisa ter as suas respostas; as respostas que foram substanciadas pelas suas reflexões. Se você apenas se utilizar das minhas respostas, ou das repostas de alguém que não seja você mesmo (ainda que seja de sábios ou iluminados), então estas respostas não são suas, não é teu patrimônio. E por isso mesmo logo irá se desviar delas e trocar por outras. Você nunca poderá buscar no âmago de você mesmo as respostas verdadeiras, as respostas que se identificam com o seu plano espiritual do momento; porque as respostas que estão em você foram plantadas nos seus ouvidos e te seduziram... E seduzindo, bloquearam o seu livre e necessário pensar. Mas o ouvido é apenas um canal de entrada que nem sempre leva “ao coração”. É na maioria das vezes um deserto.

Aquele silencio daquela madrugada, lembro-me bem, me dava a sensação de que só eu estava acordado no mundo. Mas já sentia os olhos pesando também.

Se você fizer sinceras reflexões, em pouco tempo terá uma mente tão expandida que se surpreenderá ao sentir que sua “caixa” tornou-se de dimensões ilimitadas. Será necessário, é bem verdade, uma imensa coragem e boa dose de rebeldia contra os conceitos que lhe permeiam até então. E assim verá que o mundo a sua volta esteve muito limitado durante todo o tempo em que viveu. Verá, também, que muitos ainda estão vivendo numa dimensão muito aquém de suas possibilidades. Na mesma dimensão em que um dia você viveu também.

Penso que não devemos ficar limitados aos conhecimentos adquiridos e técnicas desenvolvidas conseqüentemente, para eventualmente usarmos esses ativos nas contendas com as adversidades (os inimigos). Bom mesmo é não tê-las (adversidades, inimigos).

Com a mente da “caixa” de um metro (ou até mesmo com a de três metros) alguém poderá pensar que não é possível não termos inimigos ou adversidades ao longo vida. Mas depende muito de como se encara as situações do dia a dia. O que lhe parecer inimigo, inimigo será. Deverá lutar então contra ele. De outro modo, se a tudo vir como possibilidades de crescimento, então, assim como as aeronaves se utilizam da gravidade e das barreiras do ar para alçar voos, você se utilizará também dessas “forças contrarias” para alçar voos de crescimento.

Seja mais amoroso. Mais que isso, seja o próprio Amor. Na verdade esta é a sua mais genuína “substancia”, sua “partícula essencial”. Use esta “substancia” como semente. Não como arma de ataque, muito menos de defesa. Apenas como semente. Plante isto no mundo. Você não terá do que se defender; muito menos atacar. A existência é como um solo: Tudo o que você plantar ira germinar e crescer. E você deverá colher (é Lei) e desses “frutos” se alimentar. É seu; sua propriedade; seu patrimônio; seu celeiro. Esta será a sua energia. E subirá, agora mesmo, ao Céu.

Ah! Agora posso dormir!
Boas Noites e Dias para todos!

14/12/2012

Qual a Direção?


Silvio Marques

Certo dia entre amigos; sentados em volta de algumas mesas juntadas para acomodar a todos, um querido sobrinho descansou carinhosamente sua mão em meu ombro e “publicou” o seguinte comentário: “Difícil é tirar este aqui do sério”!
Comentários assim me trazem contentamento, pois comprovam a correta “direção” em que “guiei a minha mente”, autenticando assim a minha serenidade.

O que meu sobrinho disse, pelo menos aparentemente, é a pura verdade. Entretanto, a serenidade demonstrada nem sempre autentica o sentimento que se processa em mim diante das “propostas” (comentários ou ações) que me são servidas em certas ocasiões. Muitas delas são extremamente desagradáveis, e sempre fazem brotar sensações incomodas, às vezes muito dolorida, que fazem despertar até nas pessoas serenas a “flecha do revide”. É por isso que os conflitos acontecem. E em mim também se processa assim; ainda que tenha instalado ao longo da minha experiente vida providenciais “airbags” ou “para choques” mentais para suportar tais “impactos”.

Toda ação promove uma reação. Isto é uma Lei tanto física como mental. Mas a lei não estabelece qual reação deva ser adotada para cada situação circunstancialmente apresentada. É como dirigir um veículo. Os buracos e tantas outras adversidades na estrada aparecem de repente, e você tem que tomar uma decisão para evitar os possíveis acidentes.

A propósito, todos querem aprender a dirigir um carro, uma moto, uma lancha. Guiar um veículo deslizando pelas estradas é mesmo um grande prazer. Mas poucos são os que se preocupam em tomar a direção da própria mente para saber como deva “guiá-la” de forma segura e benfazeja. Alguns preferem se deixar levar pelos impulsos, e ainda dizem que “são assim mesmo, nasceram assim e que não podem mudar”.

É preciso estudar as Leis da mente para não correr o risco de conduzir seu destino a desastradas e prejudiciais colisões. Quando apreendemos essas Leis e as utilizamos no dia a dia, a “viagem” se torna sempre suave, segura e encantadoramente promissora.
                             
Quando o veiculo que estamos conduzindo esta prestes a colidir com algum obstáculo, tomamos, mesmo que instintivamente, a providencia de evitarmos o iminente desastre utilizando-nos do sistema de direção ou dos freios deste veiculo. Podemos tomar esta iniciativa, esta providencia, porque os sistemas de freios e direção estão disponibilizados em tal veículo. Se não tivesse, o choque seria a mais provável consequência. Assim também acontece com a nossa vida, cujo “diário de bordo” chamamos: destino.

É sensato tomarmos a providencia de “instalarmos” ferramentas mentais, as quais possam ser utilizadas (ainda que instintivamente) nos momentos que se fizerem necessários.

A oração, a meditação, a formação espiritual e/ou religiosa são potenciais instrutores que disponibilizam, como produto final, as ferramentas necessárias para termos o poder de ajustarmos nossa mente, adequando-a a cada ambiente em que atuamos, transformando nossa vida numa “boa viagem”. Essas ferramentas mentais, esses frutos de sabedoria, são: a serenidade, a humildade, a paciência, a confiança, a segurança, o desapego aos equivocados conceitos lógicos do mundo, e por fim: a clareza mental.

A partir daí, com a mente mais serena e pacífica, passamos agir sempre (ou quase sempre) de forma mais adequada, mais acertada em cada situação. E é assim que passamos a escrever um destino suave e feliz no “livro” da nossa vida.

É isto que eu digo que é “Estar no Céu”. Sigam o Caminho da Luz.

23/11/2012

Tu és homem Santo


Silvio Marques

Na origem, na essência, no principio, Deus já nos fez, sem nenhuma exceção: perfeitos, dóceis e santos. Não obstante, nos deu a graça do livre arbítrio.  É a partir daí que nós, com a nossa mente livre para pensar e decidir é que podemos tornar imperfeito o “produto original” criado por Deus.
É como se o grande Leonardo Da Vinci concedesse às suas maravilhosas telas a mente do livre arbítrio. E essas telas então tomariam a partir daí as suas próprias decisões. Imagine que uma dessas admiráveis telas do Da Vinci pudesse pensar assim:
        ____ Ah! Já estou cansada desse meu tom escarlate! Quer saber, vou me clarear com magenta!


Naturalmente que após essa transformação a obra poderia já não ser tão bela e perfeita como no original, podendo apresentar imperfeições ou inadequações inerentes a sua natureza.
Conforme consta em algumas escrituras sagradas, o arbítrio nos foi dado para que sentíssemos as glórias do criador; os méritos das “conquistas”. Os resultados de nossas obras e ações, portanto, são de nossa inteira responsabilidade e mérito; não de Deus que nos criou. Um fantoche não tem vida nem poder de decisões; por isso mesmo ele não tem méritos, glórias nem culpas nas “suas” ações. Todas elas são para deleite, gozo e responsabilidade do seu criador.
Assim também somos nós. O nosso destino é um fantoche manipulado pelas nossas intenções e ações. O que você “plantou” é seu. O Destino é tão somente um Resultado, um produto de você mesmo.
As pessoas não deveriam, jamais, ficarem escravizadas pelo temor ou pelas dúvidas no presente, ou do futuro. E não por uma questão de fé religiosa; mas por uma questão de “sanidade espiritual”. Deus é Lei, é Justiça. Essas Leis e Justiça que permeiam a existência de tudo são infalíveis e inconfundíveis; impossível “responderem” as ações das pessoas com injustiças ou casualidades. E eu não estou falando daquele deus primitivo “que esta no céu e etc... etc”.
Toda a Vida, toda a criação é regida por Leis perfeitas e infalíveis. Assim como as aeronaves utilizam-se livremente da lei da gravidade para alçarem altos voos, também o homem prudente deve usar estas Leis universais e Divinas para alcançar o esplendor da felicidade. Façam direito, façam com justiça, amor e gratidão. Quanto mais amor e justiça forem investidos nos seus pensamentos, palavras e ações, mais “turbinada” e segura ficará a sua “viagem existencial”. Creia nisto.

Até mais e Boa Viagem!

12/11/2012

O que é o Paraíso?


Silvio Marques

Creio que muitos já “se” perguntaram: “O que é o paraíso? Como ele deve ser”?
Particularmente não me lembro de ter feito tal questionamento a nível consciente antes de escrever este texto. Entretanto, é muito provável que já o tenha feito no nível do inconsciente, assim como tantas outras pessoas também. Entendo que “somente quando se clama de alguma forma por alguma coisa, de alguma forma somos ‘ouvidos” com referencia a essa “coisa”. Por isto estas “respostas” emergiram de mim com tanta naturalidade que nem sei há quanto tempo me habitam. A expressão bíblica: “Pedi e ser-vos-á dado... batei e abrir-ser-vos-á”, certifica o que acima digo. Aliás, estas expressões se atualizadas para os dias de hoje, teríamos ouvido Jesus dizer: “quem procura acha”.
Não tenho a pretensão de afirmar que este texto seja o “fio de prumo” deste questionamento. Mas são as minhas respostas; as respostas que meu espírito no momento alcança ou que me é permitido alcançar.
Hoje o que penso é que mesmo para os que vivem numa atmosfera de grande harmonia, paz e felicidade; este plano terreno em que ora estamos é ainda um ambiente muito grotesco para as “possibilidades que Deus Pai” tem para nos oferecer.
O mundo criado à imagem e semelhança de Deus é tão Sublime e Magnífico, que aqui neste plano não há palavras que possam descrever o que venha a ser. “Sublime e Magnífico”, ainda que respeitosamente estejam grafados com letras maiúsculas, é ainda uma tênue insinuação do que ele (o Mundo criado por Deus) seja. Nem mesmo utilizando-se de apurados eufemismos o homem conseguirá descreve-lo.
Os menos sensíveis de espírito, ou mais estabelecidos na matéria poderão questionar: “Como é que ele (eu, o autor) pode afirmar algo assim"? Será que ele conhece esse tal mundo? Esse Paraíso?  Será que o tem estabelecido na sua memória?
Quero dizer que não se trata de uma falta de inspiração ou de competência de minha parte para descrever o Paraíso. Na verdade eu não tenho uma memória do Belo Mundo do qual estou insinuando. A minha certeza quanto ao seu indizível esplendor e magnitude esta na grandeza da minha Fé. Fé que se traduz por uma consciência que me inspira entender que não pode existir no mundo visível nada tão belo que possa expressar o máximo das possibilidades de Deus. Deus é a própria Beleza e Magnitude. Por isso é que digo ser indizível e inimaginável a beleza e a harmonia do Mundo criado à Imagem e Semelhança da Beleza Plena: Deus.
Esse Belo Mundo ___ pense ___ não é uma utopia. Quem estiver nesse nível de raciocínio esta vivendo como que dentro de uma grande caverna mental de muito pouca luz; num mundo muitas vezes inferior ao que lhe esta reservado como Filho de Deus.
Também não é uma simples teoria otimista ou teoria consoladora de minha parte. Este mundo está irremediavelmente reservado para todos. Inclusive para os habitantes da citada “caverna”, que um dia haverão de despertar. E digo que esta "reservado" para todos porque entendo que nenhuma alma se perderá irremediavelmente e a ela será negado o Paraíso. Nenhuma alma, repito, será rejeitada. O Criador não fez manifestar uma multidão de almas com a “esperança” de aproveitar, “se possível”, somente algumas. A Vida não se trata de uma “pesquisa” ou “investimento” por parte de Deus. Não é um jogo de tentativas. Somos, cada um, uma potencial partícula do próprio criador. Dele não existe “partes descartáveis”. Com Deus formamos um todo indivisível. Por isso, irmãos, tomo a autoridade de declarar que não devam dar ouvidos para essas asneiras a respeito de almas que se perderão.
O que morre (que se “perde”) ___ Graças a Deus!___ é o falso eu material; o homem com conceitos materialistas; o homem iludido pelos valores do mundo terreno. E isto, convenhamos, não se trata de uma lamentável perda. É sim o próprio despertar. Um despertar que as organizações religiosas tradicionais tem tido o mérito de proporcionar, embora parcialmente. E é parcial, explico, porque são conseguidas, muitas vezes, sob a descarada ameaça do “fogo do inferno”, tentações demoníacas e outras ameaças mais; e não pelo despertar da origem divina, e, portanto, condição divina do individuo.
Ora! O que pode consumir esse fogo de que falam? Somente o que pode ser consumido (ser queimado) é o mal, as imperfeições, as ilusões. O fogo jamais queimara o Filho de Deus que há em todas as pessoas. Essas organizações religiosas falam como se entendessem que o Amor vem após o ódio. Como se fôssemos filhos do ódio ou do pecado. Que somente após adentrar nas igrejas os fiéis passarão a se alimentar de amor e aprender a amar. Por isso denominam este ato de: “conversão”.
Ora! Ninguém é convertido. O Amor já existente no âmago desses “aparentemente perdidos” é quem reconhece o Amor que lhe esta sendo servido. É a ação do Espírito Santo, sim. Mas de dentro para fora. Quanto a isto louvo ao amor oferecido por essas organizações; pois que oferecem o amor do Espírito Santo que esta neles também.
Na verdade o ódio, as imperfeições, os pecados, as tentações, não são a origem de uma alma. Estas coisas apenas representam o encobrimento do Amor origem que é a essência de todas as almas. Nenhuma desgraça, imperfeição ou pecado tem poder para destruir irremediavelmente um Filho de Deus. A todos está reservado a Vida no mais considerável Esplendor. Uns irão à frente dos outros; e cada um irá de acordo com o seu mérito.
Não se iludem, por favor, com o “bem bom” em que possam estar vivendo. O verdadeiro “Bem”, o verdadeiro “Bom” é infinitamente superior ao mais sublime que estiver vivendo. O passaporte para adentrar nesse “Belo Castelo” é unicamente o amor e a humildade. E isso se encontra em toda alma; desperta ou não.
Todo o que nasce traz a “marca” do divino e é herdeiro desses dons e desse Paraíso. Estejam contentes. Não se sintam resignados com as adversidades que por ventura possam estar vivendo agora, como se fosse uma sina cruel e irreversível. Nenhuma carência, imperfeição ou deficiência será eterna; bem como nenhum patrimônio ou honraria. A todos, sem exceção só resta o Paraíso prometido.
A labuta é o Amor, ____ persevere ____ a conseqüência é o Reino de Deus.

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