12/06/2013

Os Tres Anjos

Silvio Marques

Tenho certeza que todas as pessoas que farão esta leitura sabem contar até três. Até três é o máximo que precisarão contar para encontrarem, enfim, a Felicidade, a Fartura, a Saúde, a Paz, e tudo o mais que desejarem.
Alguns dizem que já encontraram (ou que só é possível encontrar) tudo isto em Jesus; outros em Buda; outros em Maomé. Isto somente para citar as três grandes religiões e os seus respectivos manifestantes. Mas de forma generalizada, a grande maioria, mesmo que displicentemente, diz que busca tudo isto em Deus. E a partir desse conceito vivem a pedir, e a pedir, e a esperar, e a implorar, muitas vezes resignadamente como filhos miseráveis, desamparados e fracos.
Compreendo que cada um vive num determinado nível espiritual que pôde alcançar com a sua busca e consequente despertar. Mas, ainda assim, acho curiosa esta fé cega, e de certa forma, até insana desses “pedintes”. Como pode? Chamam Deus de Pai Onipotente, mas se veem tão destituídos de grandeza e de poder. Ora! Como um Pai poderoso pode ter filhos tão miseráveis? Será este pai tão egoísta a ponto de não estender seus poderes e suas riquezas aos seus Filhos? Sinceramente, se eu tivesse um pai desse eu o mandaria enfiar as suas posses.
A bem da verdade quero dizer que, do meu jeito, eu já fiz isto. Um dia eu vi que o pai que eu acreditava ser tão poderoso, na realidade não via em minha vida respaldo algum para que eu pudesse fazer tal afirmação. E foi aí que despertei para o equivoco que vinha cometendo e na ilusão em que eu vivia.
Mas não pensem que eu deixei de acreditar em Deus e em Seus Misericordiosos Poderes. Não destituí a Sua Divina paternidade. Compreendi que no Pai não havia nada de errado. O erro estava no filho que eu vinha sendo. Eu é que era um filho fraco, cego, insensível e irracional.
Paz e Felicidade são riquezas que todo mundo sempre deseja. Mas poucos são os que reconhecem que já as possuem. Poucos são os que sabem enxergá-las quando elas estão provendo a sua vida.
Certo dia fiquei concentradamente refletindo no seguinte ponto:
Nós, como seres viventes deste plano terreno, precisamos respirar para viver; o ar é uma provisão indispensável à vida; e, com efeito, nós nos mantemos respirando a todo instante todos os dias. Mas não precisamos pedir o ar, nem orar para que o tenhamos; muito menos implorar. Será que o ar, a paz e a felicidade são “riquezas” de “fontes” distintas? Seja como for, todas estas riquezas estão aí para serem apropriadas por todos nós, indistintamente. Se fizermos da forma correta, todas essas “coisas” estarão em abundancia em nossas vidas.
Se de alguma forma obstruirmos as nossas narinas, certamente não respiraremos satisfatoriamente. Teremos muita dificuldade para fazê-lo. Se não estamos vivendo satisfatoriamente com abundancia de Paz e Felicidade, não será porque estamos de alguma forma obstruindo esta provisão?
Eis aqui o momento em que aparecem os Três Anjos em nossas vidas, e que podem nos fartar de todas estas riquezas. Apenas três anjos. São eles: Anjo Pensamento, Anjo Palavra, Anjo Atos. Tudo em nossas vidas são frutos destes três Anjos. Toda a Graça, toda a Glória, toda Misericórdia são provindas unicamente deles. E não precisamos pedir. Por isto Jesus disse: “O Reino de Deus está dentro de vós”. Esta dentro, não está fora. E é bom lembrar: nenhum Rei vive fora de seu reino. Onde esta o reino, lá estará o seu Rei.
Cuidem, portanto, Filhos, desses três anjos, únicos verdadeiramente salvadores, que estão em seu “interior”. Eles são os potenciais propulsores de todas as infinitas riquezas que podem fluir para suas vidas.
Mas, devo ainda adverti-los: sejam prudentes, atentos e zelosos com seus sentimentos. Esses Anjos, ainda que Poderosos e infalíveis, por força das Leis da mente e do misericordioso Livre Arbítrio, podem manifestar-se também como seres inferiores, materializando a imagem e semelhança de vossos sentimentos e emoções inferiores. E então poderemos “tê-los” como Três patetas desastrados que te promoverão desgraças, carências e infelicidades.
Esses Três Anjos é o Verbo tão falado. É deles que provém toda a criação de seu destino. Tu és enfim, Anjo de si mesmo.
Agora, Filhos, que todos já sabem; a mesa está posta.

13/05/2013

A MENTE É A FONTE DE TUDO

Silvio Marques

A fonte de todas as adversidades em nossa vida esta na ação de nossa própria mente. Mas devemos considerar, também, que em contrapartida todas as Graças recebidas são produtos da mesma “fonte”. Portanto, Graças ou adversidades provém de nós mesmos; são produtos de nossas próprias ações (pensamentos, palavras e atos). O Reino de onde provém tudo relativo ao nosso destino está em nosso interior. Não culpem, pois, demônios; tão pouco esperem de anjos, santos ou intercessores. Nem mesmo de um deus que vem de fora para lhe acudir e conceder coisa alguma. A “obra” é tua. Quem constrói, quem cria o seu destino é você mesmo. A labuta é tua sempre; consequentemente o “salário” é seu.
A Fonte de onde todas as coisas universais provêm, sim, é Deus. Entretanto, Ele não é uma “pessoa” ou entidade que está “fora” de você e que lhe ouve como um agente administrador. O verdadeiro Deus são as Leis universais estabelecidas. E estabelecidas por si só. É a Criação e o Bem absoluto intrínsecos na existência. E, por sermos extensão desta existência, parte desta existência também; temos as respostas a todas as ações. Não a resposta de “alguém”; mas as respostas como resultado natural dessas Leis.
É perfeitamente compreensível as razões pelas quais as pregações vem sendo anunciadas do jeito que estamos vendo por todos esses tempos. Parece mesmo que é assim como os religiosos tradicionais vem dizendo. Parece mesmo que tudo vem de fora. Parece mesmo que ao pedir (com a boca, com orações, plangentes ou não) receberemos porque fomos ouvidos. O que tua boca pede não importa; importa o que provém do teu “coração” (profundo da alma). A “Natureza”; ou Deus; ou As Leis da Vida, sabe o que você quer (ou do que precisa) antes mesmo que o peçais. ___ Lembram-se disto? Não são palavras minhas!
A fé que obtém as respostas não é a fé que depositamos em “alguém”, em algum “Ser superior” como Buda, Jesus, Maomé, santos, anjos, etc. Mas sim, a fé no resultado que esse alguém possa nos proporcionar. Se rogamos a “alguém” e recebemos a graça almejada; é natural que pensemos que recebemos desse alguém a quem pedimos. Mas você não recebeu nada de ninguém. O que você recebeu foi o resultado da sua fé no resultado. É por isto que é dito: “Peça, e creia que receberás”. Creia no resultado, tenha fé no resultado. Não é fé em “alguém”.
Nós somos os Filhos de Deus. ____ Todos, sem exceção! ____ Somos autoridades sobre as nossas vidas como herdeiros. Não é um ou algum, ou alguém que é o filho de Deus (a Fonte de tudo). Não podemos abrir mão da nossa filiação divina natural. Se você não despertar para esta sua grandeza, a sua fé no teu Pai também é pequena.
Os homens se sentem fortes quando o seu pai é o delegado da cidade; se sentem mais fortes ainda quando o seu pai é o Prefeito; poderosos como filho do governador ou do general. Porque não percebem que são por natureza Filhos da autoridade máxima: Deus?
Assuma simplesmente a sua filiação e viva como um Filho de Deus. Não precisamos ser um pregador religioso ou missionário da fé como Jesus, Buda ou tantos outros. Seja empresário, juiz ou lavrador; seja padre, monge ou pastor; seja pai, marido, irmão ou professor; seja sempre justo, seja amoroso e honesto. Invariavelmente seja justo, amoroso e honesto. É só do que o mundo precisa; e você para ser feliz e ter Vida abundante. Você não precisa pedir nada (muito menos tirar dos outros). Você não veio para pedir; muito pelo contrario, veio para doar. Só você tem o que o outro e você mesmo precisam. E tudo o que você der será “usado” como elemento de construção do seu destino. Tudo. Nenhuma de suas ações ou de seus pensamentos serão descartados. Portanto, cuidado com o que pensa; com o que fala; com o que faz.
As pessoas comumente procuram a Felicidade como os pintos procuram migalhas. Fama, luxo, posses, “viagens”, prazeres; tudo isso é efêmero e descartável. Essas pessoas, assim como os pintos, estão procurando a Felicidade no lixo. Até que para os pintinhos o lixo é mesmo uma promissora fonte de riqueza e felicidade para os seus valores. Mas o Filho de Deus, não. Mesmo porque, a felicidade não está do lado de fora, em alguma coisa ou lugar onde se possa ir buscar. Felicidade é substancia que compõe o existir do homem. Basta vivermos a extensão de Deus que somos “e tudo nos será acrescentado”.___ Também não são palavras minhas, não é?
Como é possível ter as sensações de viver o destino de uma laranja, se eu me comporto como um abacaxi?
Quer usar drogas, se “embriagar” com qualquer prazer? Pois que faça! Essa é sua pobreza! Você se satisfaz com algumas poucas migalhas de “prazer” porque se fez pobre! E quanto mais intenso e continuo for essa necessidade de prazer, maior é a sua pobreza. Quanto mais prazeres necessitamos ter mais explicito fica o vazio de nossa alma. Se você conhecesse a Graça de ser feliz verdadeiramente, teria vergonha das migalhas que consome. Saiba que a Graça da Verdadeira Felicidade é tão intensa, que se o homem, com essa concepção de “Ser” tão inferior ao do que Realmente é, pudesse vislumbrá-la, não ficaria extasiado, provavelmente enlouqueceria.
A Verdadeira Felicidade é intensa e Grandiosa porque é criação de Deus. Entretanto, não se assuste: ela é Intensa e Grandiosa mas é suave. “Suba com humildade e fé os degraus da Felicidade”. E esteja preparado para recebê-La gradativamente, para que não enlouqueça. Este é o seu irremediável destino. Fomos criados pela Felicidade para ser infinitamente felizes.
Ter dinheiro e facilidades é sim um bem. Mas não se deixe iludir achando que estais Rico por causa disso. Riqueza é muito mais do que isto.
            A euforia como resultado de prazeres é tão somente uma amostra grátis (uma gotinha) da sensação de Felicidade. Felicidade Verdadeira não é um delírio e também não é um gozo. É o estado natural e suave do homem criado à Imagem e Semelhança de Deus.
Viva este Homem. Serás muito Feliz!

05/04/2013

A Vida tem fim?


Silvio Marques

Numa outra oportunidade estive comentando sobre a vida, e afirmei ter a opinião de que “seria muito medíocre pensar que a vida seja simplesmente o nascer, viver, e morrer; porque se assim fosse, a vida seria um projeto muito cruel e sombrio; além de um inexplicável despropósito”. Naturalmente que não estou acusando a mediocridade de quem pensa assim. Estaria identificando a mediocridade da vida. E eu não acredito que Deus, tão onisciente existência, possa ter projetado algo tão insípido.
Considerando que a morte do corpo do homem fosse o irremediável fim, então eu me perguntaria: O que fazer com tudo o que aprendi na vida? Aprendi prá que, se o conhecimento não me servirá para mais nada? Será que as experiências acumuladas perdem a validade?  E os esforços empenhados; serão motivos de aplausos e contentamento?
E ainda perguntaria: A folha caída, o lixo, as fezes do cachorro, ou minha alma haverão de se equivaler?____ Não sei o que “pensam” a folha, o lixo ou as fezes do cachorro; mas quanto a minha alma, eu não penso que seja assim!
Se a vida se limitasse mesmo a um tempo compreendido por começo, meio e fim; sem nenhum proveito acumulado, penso que o aborto é que seria uma glória; a vida com todas as suas atribulações seria um castigo. ____ Nesse caso eu preferiria ser as fezes do cachorro!
Mas, suponhamos que a vida fosse mesmo um castigo: Se não houve uma vida anterior ao nascimento (considerando que não há uma vida posterior também); certamente não houve nenhum pecado, nenhuma infração para ser punida ou resgatada. Só nos restaria considerar então, que o nascimento não se trataria de um castigo de quem nasce. Talvez um castigo para os pais, cujo pecado foi se amarem, se unirem e sonharem com o nascimento de uma criança. ___ “que infração abominável”!
Ainda assim, mais uma vez considerando que a vida fosse mesmo um castigo (um palco de martírios), estaria provado pela própria punição a existência de outras vidas passadas para que pudéssemos resgatar, nesta, os nossos pecados anteriores.
___ Não! A vida não tem um fim! É eterna e bela! Posso sentir isto porque estou ligado à energia universal e eterna que é Deus! E não se pode sentir o que não existe!
Se alguém pensar que isto seja apenas fruto dos meus delírios ou ilusões, isto provará apenas que estamos muito distantes espiritualmente; e nada posso fazer por esse alguém. Um dia, rogo, irá despertar.
                                                                                                                          
 A vida é um eterno “plantar”, segundo a nossa vontade; e um eterno colher segundo as leis divinas.
Morto para a vida eterna é aquele que não reconhece a eternidade da vida. Vive simplesmente no cômodo conceito de "sorte ou azar”; ou na mediocridade do “tem que ser agora porque a vida é curta”. ___ Agora sim, estou acusando a possível mediocridade de pessoas!
Certa vez assistindo a uma conferencia cujo tema era sobre prosperidade; conferencia esta que atraiu muitos empre$ários, principalmente; o palestrante disse: “Se você pensa que você é este corpo que carrega, tudo fará para dar o máximo de conforto e prazer para ele.” Penso ser esta uma afirmação incontestável. Eu fiquei mergulhado refletindo mais um pouco a respeito disto, e concluí como num despertar, que: É nesta crença que moram os poderosos vírus das vaidades, dos vícios, da luxúria, da gula, e outros mais.
Somente para exemplificar isto, analisemos o item gula: A maioria das pessoas que engordam; engordam porque “enxergam” a comida essencialmente como uma fonte de prazer. Há muita diferença entre ver a comida como uma oportunidade de gozo, ou vê-la simplesmente como substancia alimentar; que é a verdadeira e objetiva razão do existir da comida. O paladar é sim uma benção de Deus que estimula o ato da alimentação com prazer. Mesmo porque, se fosse doloroso se alimentar já estaríamos extintos por inanição. Porém, devemos reverenciar o alimento, e não o prazer.
São estes conceitos errôneos, que encobrem os verdadeiros e nobres valores da vida. As coisas da matéria é uma ilusão; e as fantasias e os prazeres podem nos cegar.
A Vida não tem um irremediável fim. Na verdade tudo o que tem começo, tem fim. A Vida não tem principio nem fim.
Disseram alguns iluminados como Jesus e Buda: “Seja-te conforme credes!” “Tudo é projeção de sua mente!” Assim sendo, se você não crê que a Vida prossegue, já estais morto para a vida eterna. E eu nem vou poder-te “provar” mais nada.
Quando alguém diz não crê em vida após a morte (do corpo), é porque essa pessoa está pensando num ambiente igual ou semelhante ao que vivemos aqui neste mundo, nesta dimensão terrena. Mas de fato não é assim. Este tipo de vida, após a morte do corpo, não existira mais. Falta espiritualidade nessa pessoa para entender (ou considerar) que a vida no mundo espiritual é totalmente expandida. Ainda que se mantenham a individualidade, a existência segue padrões inimagináveis.
Quando foi dito: “Do pó vieste, ao pó voltaras”, essa referencia esta apontando o corpo físico. Pó é matéria física elementar; são as células, as moléculas, os átomos. Enfim, o espirito não nasce do pó; ele se manifesta e assume esta “composição de pó” que é o corpo físico. O espirito nunca nasce; ele, por ser espirito (imaterial) tem a possibilidade de tomar infinitas “formas”.
Pode parecer que este texto tenha o objetivo de convencer às pessoas que se dizem descrentes na “vida após a morte” a mudarem ou reverem seus conceitos. Mas não se trata disto. Este texto vem para nutrir e fortalecer o conceito das pessoas sensíveis e humildes que creem na eterna dinâmica da Vida. Este texto transborda de minha mente porque sou de fé nessa dinâmica.
É uma lástima pensar nos pesadelos e agonia que os descrentes terão quando deixarem o corpo que pensaram a vida todo ser o seu “eu”.
Aqui no plano terreno todos os dias despertamos ao amanhecer em razão dos compromissos que temos “a seguir”. Despertamos ativos (mesmo que desanimados as vezes) para cumprir as tarefas do dia; as tarefas, atividades e necessidades que a vida impõe. Se não houver nenhum compromisso posterior, por menor que seja, penso que a mente tende a permanecer inerte. Entretanto, mesmo que o individuo não acredite que está “vivo” (ou que tenha alguma espécie de vida após a morte) o “apelo” da vida é dinâmico, não é inerte. A tendência da vida é ação. E é baseado nisso que poderá haver o conflito o qual acima denominei de pesadelo ou agonia. Esse conflito se caracteriza pela contenda entre: “preciso despertar” X “eu morri, eu não existo”.
Por tudo isto é que foi dito: “Antes de Abraão ser eu sou”!
Cabe a cada um o despertar, ao ponto de poder dizer isto também.
Paz Eterna para todos!

15/03/2013

PEDI, E SER-VOS-A DADO


Silvio Marques

          A palavra “Vida”, como bem sabemos, representa uma ação constante. Vida é sinônimo de movimento; dinâmica; desenvolvimento; resposta, resultado; ação e reação.
          No plano da vida humana processa-se um seguinte ciclo de vida: o homem planta uma semente, o solo responde ao homem; a semente responde ao solo; a planta responde à semente; o fruto responde à planta, e se oferece insinuante para o homem, concretizando o seu desejo inicial.
Esse homem colhe o fruto apetitoso; saboreia-o gratificado; se fortalece com os seus nutrientes, e por fim volta a plantar a semente que o fruto lhe deu. Este é o ciclo de vida no plano material.
          Os elementos que compõem este ciclo são inseparáveis. Ainda que o homem possa ser substituído por outro animal, a estrutura do ciclo permanece a mesma. A idéia é uma só.  Cada um habita no outro numa interdependência natural. Assim, podemos concluir que o homem (os animais como um todo), o solo, a semente, a planta e o fruto, são um só ser. Outros elementos naturalmente se fazem necessários neste processo; como o ar, a água, os ventos; o sol, etc. A energia do homem, portanto, é a mesma energia do solo, da semente, da planta, do fruto, do sol.
          No ciclo da vida espiritual o processo tem a mesma estrutura. O homem planta suas expectativas (seus desejos) com a mente, o universo responde. O universo, assim como as sementes, não cometem equívocos. As Leis são naturais, infalíveis e imutáveis. Ainda que você plante arroz, desejando colher feijão, seu desejo não será atendido. Isto todos sabemos. Mas nem todos consideram que também seja assim no plano da “lavoura” espiritual.
          Se o homem plantar amor estará semeando em solo sagrado; no solo de Deus; a Verdadeira Vida. E é natural que colherá Amor. E irá “saboreá-lo”; e irá fortalecer-se de alegria; e, gratificado, irá semear o Amor outra vez. Este é o ciclo da Felicidade. ____ Eis aí o Jardim do Éden!
          Entretanto, se não plantarmos atos que estejam substanciados pelo Amor e pela Justiça, estaremos semeando no solo da ilusão, da fantasia, dos devaneios. E nesse solo jamais se colherá os frutos da felicidade verdadeira. Colheremos exatamente os frutos com a imagem e semelhança das sementes que elaboramos com a nossa própria criação. Pois nesse solo, nesse campo, também funcionam as leis mentais estabelecidas: “colhemos o que plantamos”. Não é uma criação divina, é sua criação; mas as leis se fazem cumprir à sua sincera vontade. Alias isto não é bem uma criação.___ Ilusão é igual a nada!
         Lastimavelmente a humanidade, em sua grande maioria, planta substancialmente nesse solo falso. E é por isso que vemos toda essa farra com cara de felicidade que as pessoas pensam ter. E o que é pior: a maioria inconsciente deseja ardentemente vivenciar essa farra também. Todavia, em razão de essa “alegria” ser falsa e efêmera, para ser vivida e sentida é fundamental vestir-se a mascara da embriagues nas suas mais diversas “modalidades”. Naturalmente! Se o ato é fictício, o ator tem de ser um personagem. A embriagues faz parte da ação desse ato de ser “feliz”. Nem percebem, mas precisam embriagar a consciência, de encobri-la, ou de alguma forma adormecê-la para que não haja uma interferência (“autocondenação”) que consequentemente “corte o seu barato”.
 Saúde ???

          Somente com a “embriagues” que os prazeres proporcionam é que o homem consegue “esconder-se” de si mesmo enquanto eles duram, e pensam que estão sendo felizes. Pois lhe digo que se você não é feliz na segunda feira, não será verdadeira a sua “felicidade” de sexta feira à noite ou de sábado e domingo o dia todo. Muitos pensam que segunda feira não é dia para ser feliz; segunda feira é tão somente dia de trabalho. Mas o trabalho é uma das mais fundamentais “substancias” que compõe o “Bolo da Felicidade”.
          A existência de cada um já vem contemplado com um “jardim” para você exercitar a sua vontade, os seus desejos. Tudo o que nele floresce é a fotografia da sua alma.
          Viver o falso ou viver o verdadeiro tem uma grande diferença: O verdadeiro é eterno (de segunda a segunda); o falso um dia se acaba “como um fim da linha”. Depois tudo se torna um imenso deserto desamparado e vazio. Chamam isto de “depressão” (Oscar de artistas e celebridades); um “mundo” frio e triste. Agora, sim, você encontrou o que de fato vinha plantando.
          Mas ainda não é o fim. Antes fosse, se considerarmos que você permanecerá nesse sofrimento mórbido.
          A qualquer tempo: desperte para o Amor e a humildade. Ou permanecerá morto para a Vida.
          Peça com atitudes (não com a boca)! O Universo (Deus) te responderá. Mesmo que Ele não tenha ouvidos.

22/02/2013

Responsabilize-se por Deus!


Silvio Marques

Muitas pessoas apesar das fervorosas orações e até intensa participação religiosa passam os seus dias aflitos ou em silenciosos sofrimentos. Muitas vezes com assumida resignação. Porque será?
Infelizmente elas não questionam isto! O deus para o qual elas oram “parece não lhes dar a menor atenção”. Algumas delas até pensam e falam isto. Porém sem “ousar exigir” respostas.
Em suas vidas tudo é extremamente difícil e sofrido. Vivem com carência de paz, alegria e motivação. Uma vida de silenciosas (e em certos momentos até explicitas e dramáticas) lamentações.
Entretanto, ____ Oxalá este texto chegue às mãos de algumas delas! ____ não é o divino que não lhes dá atenção. Impossível. Em todas elas existe “algo insistentemente ‘gritando’ como um insinuante zumbido”: Reflita... Pense... Questione... Rebele-se!
Mas elas não querem arriscar. Suas mentes estão algemadas às sugestivas frases de alertas doutrinarias... “Cuidado, o inimigo pode te tentar e te desviar do caminho com suas perigosas insinuações”!
A propósito; para alguns religiosos que por ventura a este texto vir a ler, esse “demônio” seria eu, se considerando o que aqui digo!____ Assim, preferem fugir de uma reflexão mais profunda. Vivem na esperança de que, de repente, algo grandioso aconteça em suas vidas para autenticar a grandeza de seus deuses.
Mas a vida não para nem espera; avança impetuosa. E nada de mais substancial acontece para que, enfim, elas possam mostrar aos outros a grandeza de seu credo e de seu deus. E nessa esperança, ainda que mergulhados numa entediante estagnação, perseveram no que chamam de sua fé.
Perseverem! ____ dizem as igrejas ____ Um dia Deus olhará por ti! Seu dia chegará! Jesus voltará!” ____ Promessas! Promessas!
Esses discípulos ralam os joelhos em orações; criam calos. Derramam rios de lágrimas de lamentações implorando piedade com suas dramáticas fisionomias de sofrimento e dor; como se só assim o Pai, compadecido, Se dispusesse atende-las. Consequentemente disputam inconscientemente uns com os outros quem tem desgraça maior para merecer primeiro a Sua bendita atenção. ____ Assim tem sido!
“Aumenta o dízimo!____ diz o líder religioso ____ Quanto maior, maior será a prova de sua fé e consequente apreço de Deus”!
____ Pois sim! Ham, Ham!
Alguns, convictos de que obterão positivas respostas; de que estão naquele momento envolvidos pelos seus santos protetores, seus deuses (hoje dizem: intercessores), “relaxam a dor” e obtém mesmo a cura estimulando a sua fé. Entretanto, a cura não foi proveniente de onde elas pensam que tenha provindo. Mas, unicamente porque “relaxaram a dor” na fé de que seriam curadas. O que aconteceu foi que houve uma mudança na mente. Acreditaram, tiveram fé. Ou seja: a pessoa, que tinha toda a atenção voltada para sua dor ou desgraça (qualquer que seja) e a ela resignadamente “reverenciava”, dividiu essa atenção com “algo” (ou alguém) que poderia vencê-la. Um aliado. A sua atenção voltou-se, portanto, para este “alguém” (Deus, Jesus, algum santo, anjo ou intercessor) e abandonou a atenção para a desgraça que a afligia. ____No que você põe sua atenção, nisso é que está a sua fé!
Só existem doenças ou desgraças quando não se tem algo bem melhor para se reverenciar; para se dar atenção; para se crer. Por isso recomenda-se que é preciso buscar Deus. Esta a razão das igrejas lotadas de hoje. ____ Louvado seja!
Toda desgraça por menor que seja por si só anuncia a ausência de Deus. É por isto que toda dor propicia uma aproximação com Ele. Entretanto, ainda que se use Deus como remédio, Ele não tem esta missão como seu projeto original. Deus não é remédio; nem escudo; nem guarda costas. Originalmente Ele esta presente sem que precise ser solicitado. Você não precisa pedir a Deus para ser feliz. Este é o seu irremediável destino. Você não deve entender que Ele seja responsável pela sua felicidade. Hoje o mundo já se encontra preparado para entender que Deus não é responsável por nós, conforme ensinado outrora. Não é um guardião. ____ Sim, não é! Estas são as boas novas!____ Já alcançamos o entendimento de que nós é que somos responsáveis por Deus neste nosso mundo terreno. Já é hora de repensar as nossas responsabilidades para com Deus e para com o mundo.
Observem bem: este nosso mundo, que a centenas e milhares de anos vem recebendo orientação religiosa; ao contrário do que deveria, vem piorado cada vez mais na ética, na moral, na justiça e nos costumes. Porque será? Penso que deva existir algo de errado com essas pregações. O homem deveria ter melhorado, e não piorado.
Antevejo que, se os homens se responsabilizarem por Deus, ou seja, se os homens se responsabilizarem em manifestar Deus em todos os seus pensamentos, palavras e atos; o Paraíso se apresentará. E você não depende de que os outros ajam também como você para que o Paraíso resplandeça. O mundo de cada um corresponde aos atos de cada um. ____ É muito justo, não?
Isto é o que é Deus!____ Rogo que todas as pessoas responsabilizem-se por Ele, se querem ser felizes!

18/01/2013

Poucos têm Verdadeira Fé


Silvio Marques

Proporcionalmente à humanidade, ainda são poucos os que podem sentir-se inseridos no título acima. E a margem é mesmo de poucos. Infelizmente. Mesmo sendo uma lástima a baixa espiritualidade da humanidade, entre nós já vivem pessoas que conseguiram se libertar das algemas de “dogmas” instituídos no passado; e que enxergam além do que nos tem sido ensinado da palavra de Deus, contida na bíblia principalmente. Não que esses ensinamentos tenham sido ruins ou danosos até então. Mas sim, que os entendimentos relativos a eles hoje se tornaram primários. E, para muitos, empecilhos ao seu desenvolvimento espiritual.
Na “alma” desses ensinamentos, mesmo que possa haver alguns equívocos de tradução, eles têm a essência boa da Verdade e serão eternos; pois são divinos. O primário está na transposição da Verdade; da Fonte para as pessoas. Os intermediários têm passado à verdade no limite de seus entendimentos; de acordo com o seu grau de espiritualidade. Naturalmente que não se pode ensinar além do que se conhece. Mas é também uma imprudência criticar o que não conhecemos; como eles fazem. Nas críticas radicais muitas vezes é onde habitam os empecilhos. Porque criticar as árvores cujos frutos não conhecemos; nem sequer investimos a humildade de tentar entender?
          Importa que te diga:

Eu (o autor) sei o que sei; além de mim, nada sei! Jesus falou por si, em nome do Pai; e eu falo por mim, também em nome do Pai. Ninguém transfere espiritualidade. Por isso ninguém deveria dizer que fala em “nome de Jesus”. Ele não deu procuração a ninguém para falar em seu nome. Mesmo que tenha dito: “quando falar em meu nome estarei presente”, ele quis dizer: “quando falar em nome do Pai; em nome do Amor, em nome da Justiça; O Pai, O Amor, A Justiça estarão presentes”. Entendam que as obras não são de Jesus, são do Pai, do Amor, da Justiça que ele anunciou, e que está em você, em mim, em todos os nossos atos bons!

Se o mundo não crê que o Pai esta em si, em cada um de nós; então não mintam para povo dizendo que eles se curam “em nome de Jesus”. Porque a cura do corpo ou das situações adversas não é a salvação. São analgésicos que os iludem.

O mundo se tivesse fé verdadeira curar-se-ia a si mesmo. As doenças do corpo, todas, são defeitos da alma. Se o mundo entendesse que cada um é que é Filho de Deus, então não haveria doenças nem adversidades consequentes; porque o corpo haveria de cuidar de si. O abacate deve cuidar do caroço, que é onde esta a vida; porque a carne não lhe servirá “depois”. Portanto, se não cuidares da alma, enquanto é tempo, perecerás juntamente com a carne!

Crês mesmo em Deus? Em que deus você crê? Jesus? Nos santos e santas? Nos anjos? Nestes ou naqueles aos quais pedes proteção; provisão; providencia?
Achas mesmo que qualquer deles te dará por compaixão, ou, seja lá pelo que for, somente porque pedistes?
Achas mesmo que qualquer deles, ou de qualquer outra religião, têm poderes para transcender as Leis?
Se acreditas que sim, estais na banda daqueles que não tem fé verdadeira; dos que não conhecem Deus. Se Deus, que é a Lei, que é a própria ação da Lei, transcendesse-A, Ele automaticamente Se anularia.
Fruto de que pensas que se originam as suas dificuldades, as suas carências, insatisfações, imperfeições, doenças, medos e desarmonias?
São frutos da sua falta de consciência e de Fé que Deus está dentro de vós. E não fora.
Não é “lá fora” que está a nossa salvação, proteção, provisão, providencia ao espírito. Nada recebemos de fora que não seja um retorno, uma compensação em cumprimento da Lei. Até a provisão alimentar (esta sim) que vem de fora, lhe é servido na quantidade e qualidade que requisita o teu mérito.
Jesus não deu as sementes do amor e da justiça a ninguém. Ele plantou-as com atitudes e fé; e colheu para si os divinos frutos desta semeadura. Por isso viveu com autoridade e graça. A nós anunciou, caridosamente, o mapa do tesouro. Apontou, por testemunho, em que “deposito” estão essas sementes. Porque sabia que somente plantando-as através de nossas próprias atitudes poderemos colher os divinos frutos e saboreá-los, também; pois só colhemos o que plantamos. É somente assim. Essa é a Lei. Se pedimos aos “outros” é porque não nos demos ao trabalho de plantar as nossas próprias sementes, células de nossa alma.
Pedir a Deus não se faz com a boca. Ainda que o Mestre tenha anunciado do Pai: “Peça, e vos será dado!”; esse “pedir” se faz com ação, e não com a língua. Esse pedir é com a ação do trabalho, de atitudes dignas; porque deles serás servido à altura. O resultado de teu trabalho é que é a Dádiva prometida. Você age, e Deus lhe responde.
Tanto as propriedades patrimoniais quanto a saúde e a paz, são frutos das semeaduras de teu coração. Mas, atente para isto: toda a desgraça também o é. E, nesse caso, não é Deus quem responde. Não é dádiva de Deus.
Tenhas Fé Verdadeira! Plante as sementes do Amor e da Justiça que sempre estiveram em seu coração! Observe, primeiramente, cada um dos seus atos para certificar-se que são verdadeiramente dignos, e ore agradecido. Esta é a missão da boca.
Prepare o solo de sua mente; abra o deposito do seu coração; use as sementes que já lhe foram anunciadas; refaça o seu jeito de plantar; e, já, pode preparar a festa. Porque sua alma viverá contente a partir de então.

Essa palavra é boa, Irmão! Ainda que em mim mesmo venha a ocorrer algum mal, não será prova de que elas sejam imprestáveis. Mas, sim, prova de que em mim houve algum “débito” a ser resgatado; fruto que eu deveria colher!

Portanto, eu vos digo: Não grites socorro pelas janelas de teus olhos; pois a sua salvação está dentro de ti! O que os teus olhos ora vêem, é rigorosamente a materialização da lavoura que você plantou! Rejubile-se de todo o bem; ou arrependa-te de todo o mal.


Assim é a Lei.

04/01/2013

APRENDENDO A "SE VIRAR"


Silvio Marques

Todos os dias, a toda hora e a cada experiência as pessoas estão aprendendo a “se virar” neste mundo terreno, nesta dimensão material em que estamos. E parece que essa é a verdadeira ventura da vida, objetivo da vida: Afinal, são as experiências que nos dão conhecimento e sabedoria para nos relacionarmos com este mundo.

É fundamental, lógico, mais que isso, inexorável e indispensável aprender a “se virar”. Aprender é bom; conhecer é necessário, sim. Entretanto, se considerarmos que “Se Virar” signifique apenas: aprender para se defender; para se safar das situações do dia a dia, tendo em relevo as adversidades; penso que isto não é tão indispensável assim.

Naturalmente que todo conhecimento se transforma em “armas” adquiridas para utilização nos momentos em que se fizerem necessários. A ignorância é uma cegueira, uma pobreza. As experiências da humanidade tanto comprovam isso que, geração após geração, todos seguem nessa mesma direção, nessa mesma busca, numa verdadeira inércia dogmática: “Aprender para se defender”.

Pelo andar dessa minha abordagem os mais sensíveis já devem estar presentindo, talvez curiosos, talvez desconfiados, que eu esteja na eminência de anunciar outras possibilidades para a vida de cada um, que não seja esta histórica busca. Será?

É bom que saibam: levantei da cama de sobressalto neste dia por volta de 12:30 da noite, apenas para escrever (ou transcrever) o presente texto. Nem sei se antes estivera mesmo dormindo. Mas foi assim.

Então vejam isto: vamos viajar na fictícia vida de um personagem que “invadiu” meu pensamento:

Um individuo mora numa “caixa” com as dimensões de um metro de altura por um metro de largura e também de comprimento (1 x 1 x 1). Se essa pessoa tem altura mediana de um metro e sessenta e mora nessa “caixa”, certamente passará os seus dias se lamentando por não poder sequer levantar ou abrir os braços dentro de sua “casa”. Viverá uma vida muito limitada, muito restrita e sem liberdade. Entretanto, se essa pessoa tomar a decisão de mudar-se para uma “caixa” nas proporções de, pelo menos, três metros em cada dimensão; então ela terá muito mais liberdade; muito mais possibilidades. Mas isso não depende do mundo, de Deus ou do governo. Só depende dela.

Eis então a questão: Viver numa dimensão de um metro... Ou viver numa dimensão de três metros?

Todos conhecem a resposta. Todos saberiam fazer aqui a melhor escolha. Mas para melhor entendermos a mensagem, é imperioso que identifiquemos algumas expressões na frase acima, propositalmente grifadas, quais sejam: Um individuo - moracaixa.

Um individuo: representa cada um de nós, seres pensantes. Mora (habita): representa a dimensão (mental) em que cada um vive. E “caixa”: significa o alcance da mente deste individuo, seu universo mental; ainda que apenas no presente momento.

O silencio era tão grande naquele momento da madrugada em que eu escrevia, que o atrito do grafite da lapiseira riscando o papel me parecia um barulhão para os que estavam dormindo.

Se uma pessoa vive uma vida sem reflexões, vive apenas repetindo, copiando e seguindo os passos, atos e conceitos dos demais (ainda que de sábios, eruditos ou iluminados), viverá uma vida limitada, viverá uma vida de “rabicho”, seguindo a maioria. ___ Tu és um rabicho? ___ Viverá uma vida falsa, sem desenvolvimento ou descobertas. Vida sem méritos ou glórias.

O que quero dizer, é que é preciso refletir sistematicamente, insistentemente a Vida. E não estou falando daqueles celebres e inconscientes questionamentos humanos: “quem sou eu... de onde vim... para onde vou”. Estas respostas virão por acréscimo. É preciso refletir tudo, profundamente; dedicar minutos diários para fazer boas leituras e saciar a fome e a sede de seu espírito (mente). Devemos ler, ou simplesmente pensar, ou principalmente escrever. Tente; basta começar. Como disse um velho amigo: “O hábito de ler ou escrever é como dentadura; no começo dá gastura, mas logo depois acostuma”.

                                       
Você, enfim, precisa ter as suas respostas; as respostas que foram substanciadas pelas suas reflexões. Se você apenas se utilizar das minhas respostas, ou das repostas de alguém que não seja você mesmo (ainda que seja de sábios ou iluminados), então estas respostas não são suas, não é teu patrimônio. E por isso mesmo logo irá se desviar delas e trocar por outras. Você nunca poderá buscar no âmago de você mesmo as respostas verdadeiras, as respostas que se identificam com o seu plano espiritual do momento; porque as respostas que estão em você foram plantadas nos seus ouvidos e te seduziram... E seduzindo, bloquearam o seu livre e necessário pensar. Mas o ouvido é apenas um canal de entrada que nem sempre leva “ao coração”. É na maioria das vezes um deserto.

Aquele silencio daquela madrugada, lembro-me bem, me dava a sensação de que só eu estava acordado no mundo. Mas já sentia os olhos pesando também.

Se você fizer sinceras reflexões, em pouco tempo terá uma mente tão expandida que se surpreenderá ao sentir que sua “caixa” tornou-se de dimensões ilimitadas. Será necessário, é bem verdade, uma imensa coragem e boa dose de rebeldia contra os conceitos que lhe permeiam até então. E assim verá que o mundo a sua volta esteve muito limitado durante todo o tempo em que viveu. Verá, também, que muitos ainda estão vivendo numa dimensão muito aquém de suas possibilidades. Na mesma dimensão em que um dia você viveu também.

Penso que não devemos ficar limitados aos conhecimentos adquiridos e técnicas desenvolvidas conseqüentemente, para eventualmente usarmos esses ativos nas contendas com as adversidades (os inimigos). Bom mesmo é não tê-las (adversidades, inimigos).

Com a mente da “caixa” de um metro (ou até mesmo com a de três metros) alguém poderá pensar que não é possível não termos inimigos ou adversidades ao longo vida. Mas depende muito de como se encara as situações do dia a dia. O que lhe parecer inimigo, inimigo será. Deverá lutar então contra ele. De outro modo, se a tudo vir como possibilidades de crescimento, então, assim como as aeronaves se utilizam da gravidade e das barreiras do ar para alçar voos, você se utilizará também dessas “forças contrarias” para alçar voos de crescimento.

Seja mais amoroso. Mais que isso, seja o próprio Amor. Na verdade esta é a sua mais genuína “substancia”, sua “partícula essencial”. Use esta “substancia” como semente. Não como arma de ataque, muito menos de defesa. Apenas como semente. Plante isto no mundo. Você não terá do que se defender; muito menos atacar. A existência é como um solo: Tudo o que você plantar ira germinar e crescer. E você deverá colher (é Lei) e desses “frutos” se alimentar. É seu; sua propriedade; seu patrimônio; seu celeiro. Esta será a sua energia. E subirá, agora mesmo, ao Céu.

Ah! Agora posso dormir!
Boas Noites e Dias para todos!

Importantes informações

  Nota de agradecimento e importantes informações aos Leitores e                              seguidores deste Blog em todo o planeta. Ess...