27/07/2012

“QUE SIGNIFICA NEGAR A VERDADE?” (João 13:36-38)

Silvio Marques

36 - Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás.
37 - Disse-lhe Pedro: Porque não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida.
38 - Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes.

Observo que a humanidade ainda esta com a mente tão escravizada às lógicas e sentidos humanos, que não percebe com mais clareza a profundidade das palavras de Jesus em suas pregações. O que a maioria vem por todos esses anos entendendo, tem lógica, faz sentido e “funciona”. Mas faz sentido apenas na “superfície do pensar”. E é exatamente por fazer sentido e “funcionar” que elas se dão por satisfeitas sem uma reflexão mais atenta. Comportam-se exatamente com a mesma ignorância espiritual de então, demonstrada por Simão Pedro. Mas, quero registrar: Estou utilizando a expressão “ignorância espiritual” de Simão Pedro, não num sentido pejorativo ou depreciativo ao individuo. É natural a “ignorância” quando se desconhece alguma coisa.
Enquanto essas pessoas não transcenderem a ideia de ver a Jesus como um ser excepcional ou, muito menos, como Deus; não poderão absorver melhor e mais substancialmente a Verdade anunciada. Somente então poderão, pelo menos, vislumbrar que também são Filhos de Deus; e que carregam como missão natural, a obrigatoriedade de se comportar como Filhos de Deus.
O Jesus carnal, “o cara”, a pessoa, era um ser como todos os demais: eu, você e todo mundo. A Substancia das suas palavras, entretanto (e de todos os outros anunciadores), é que deve ser louvado. A Substancia é que é a Verdade; “é a Morada de Deus”; é o Reino de Deus que, como ele mesmo disse: está dentro de nós (todos, sem exceção).
No versículo 36 deste capitulo de João, Jesus está respondendo a Pedro falando de si mesmo, da sua condição de desperto, iluminado, de filho de Deus. Situação em que Pedro ainda não havia alcançado. Por isso ele disse... Para onde eu vou não podes agora seguir-me,____... mas depois (quando despertar) me seguirás (viverá o que eu vivo; verá o que eu vejo).
Simão Pedro declara então (versículo 37) toda a sua admiração e amor, dizendo... Porque não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Mas Jesus, então, não mais lhe responde falando de si, mas em nome da Verdade que já estava desperta nele; do Despertar Espiritual. Simão Pedro até então era um cego do espírito. ____ Como pode um cego seguir alguma coisa, se não a vê?
No versículo 38 fica mais evidente, ainda, que o Mestre falava pela Verdade... “Tu darás a tua vida por mim?” ____ É como se ele estivesse perguntando a Pedro: Como pode dedicar sua vida a mim, se ainda não me conhece (a Verdade)?____ Se alguém ainda não conhece a Verdade, como é possível entregar-se (dar vida); vivê-la no dia a dia; aplica-la no dia a dia?
Enquanto não conhecermos a Verdade, e conhecendo, vivenciarmos-la, jamais viveremos as Glórias que os já iluminados anunciam e se deliciam nela.
Enquanto não vivenciarmos o dia a dia adotando práticas de amor, compreensão, fraternidade e justiça em todos os nossos atos, pensamentos e palavras, não sentiremos as “delícias” do Paraíso anunciado. Dia após dia atuaremos como falsos indivíduos, ignorantes e grosseiros personagens no palco da vida.
Concluindo o versículo 38 Jesus cita o canto do galo. Em qualquer lugar do mundo onde um galo habita ele canta anunciando um novo dia. O “eu ignorante” de um dia, o grosseiro personagem que ainda não conhece a Verdade, por não conhecê-la permanecerá “negando-a” dia após dia que o galo anuncia. É neste sentido que Jesus pronunciou aquelas palavras finais: ... Na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes.
                                        
                                       
Três vezes aqui no contexto, contradizendo aquela fictícia passagem inserida no livro sagrado referente à negação de Pedro, nem representa concretamente o significado de 3. Mas sim, algumas vezes por dia; várias vezes até. Tantas quantas forem as “oportunidades” de elas serem (pela sua ignorância) negadas ao dia.
Quem nega Amor, Justiça. Fraternidade, Perdão, Gratidão... em seus atos do dia a dia, está negando A Verdade.
Seguindo a leitura do evangelho de João a seguir, capitulo 14, vejam o que Jesus responde a Tomé e Filipe. Eles têm a mesma postura de ingenuidade espiritual de Simão Pedro no capitulo anterior acima citado. Mas, em especial, atentem para o versículo 6 deste capitulo: “... Eu (a Verdade) sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem (aqui aonde cheguei) ao Pai, senão por mim (mim: a Verdade)”.
As instituições religiosas, ainda nos dias atuais, por pura “ingenuidade espiritual” enxergam a Verdade como sua propriedade particular (da sua doutrina). A Verdade, que é o próprio Deus, é onipresente. Mas onipresença para esses religiosos tem limites. Os seus limites. Não esta em toda parte. Está somente até onde sua percepção espiritual lhes permite ver. E o que é pior; muito pior, ainda não compreenderam, de fato, que Deus está dentro de nós, de todos; sem exceção.
Isto está explicitado no versículo 7, ainda do capitulo 14: “... Se vós conhecêsseis a mim (A Verdade), também conheceríeis ao meu Pai...” ____ Naturalmente! Deus e a Verdade provinda de Deus “é” uma coisa só. E a Verdade que se apresenta a mim (a nós) somente pode ser reconhecida se ela já estiver em mim (em nós). É semelhante ao fato de podermos reconhecer a cor verde, por exemplo. Se a cor verde ainda não estiver em mim, ao vê-la não farei nenhuma “leitura”; não a reconhecerei. Será algo estranho para mim, como se eu fosse um ingênuo bebê.
Não obstante, a Verdade não precisa ser instalada na mente das pessoas como as cores. Mas é rigorosamente imperiosa uma reflexão um pouco mais profunda para que, enfim, se concretize o necessário despertar. O despertar “do que estava adormecido”.
Diferente da cor verde, que é uma visão material, a Verdade é “uma substancia” espiritual inerente a todas as pessoas; pois que somos todos seres espirituais feitos à Imagem e Semelhança de Deus (Da Verdade). Impossível separar-nos.

Voce, Amigo, que ainda não sabia; pode se reconhecer, agora? 

13/07/2012

O QUE É A VERDADE?


Silvio Marques

Pelos tantos que vi por aí pregando; entendo, baseado nesses exemplos, que são muitos os missionários que anunciam a Verdade como autênticos e competentes professores. E penso que seja a grande maioria.
Sejam rabinos, preletores, pastores ou sacerdotes; os religiosos anunciam a Verdade seguindo um roteiro daquilo que extraíram das suas respectivas fontes de consultas. E a isto se dá o nome de “doutrina”.
Entretanto, nem sempre ou nem todos conseguem reconhecer a Verdade quando estão diante dela. Se a Verdade tiver outro formato, outra idéia, outro mentor (principalmente) que não seja emanada da sua idéia religiosa, ela é rejeitada sem nem mesmo “ser aberto o pacote”. Mesmo porque, ainda que se preste a analisar até cuidadosamente (abrir o “pacote”); em razão de os seus princípios religiosos serem outros, não conseguirão apreender a essência exposta. Se não tiverem a “cara” que os seus “olhos” conhecem, rejeitam-na. E a isto se dá o nome de “fundamentalismo”.
A Verdade viva, que é imutável e independe de doutrinas, só tem uma fonte e não está estabelecida em nenhum lugar de forma privativa ou exclusiva. Algumas organizações religiosas até pensam que detém a “patente”. Esta fonte é Deus. E em forma de Amor, Justiça e Leis, esta dentro de cada um de nós. _____ Graças dou!
Aquele que tem um coração verdadeiramente puro; ainda que não acertasse nenhuma das perguntas de um hipotético questionário elaborado para medir o seu conhecimento acerca da Verdade, não deve se sentir menor diante de Deus. E muito menos diante dos homens. Porque tudo se resume nisto: um coração puro.
O que importa o conhecimento; o que importa o pastor ou o discípulo, se não operarem o ensinamento? Sejamos, portanto, operários do Amor e da Justiça!
Não basta conhecer. Aquele ao qual lhe foi concedido conhecer, é porque foi escolhido para anunciar. Porém, mesmo não conhecendo basta vive-la. Basta viver a natureza divina, que é a nossa verdadeira essência, para que sejamos bem aventurados habitantes dos Céus.
A essência Divina é o Amor. Entretanto, não é imprescindível que se saiba disto. A Verdade é como o alimento material que alimenta o corpo. Não é preciso o corpo entender de nutrição para poder se alimentar e fortalecer-se. Basta comer. A necessidade do alimento, a fome, nos faz buscar esta provisão naturalmente. E eu quero dizer que a fome de felicidade em que o mundo vive, faria banquete todos os dias se as pessoas oferecessem mais Amor, simplesmente.
____ Ai desses “professores” quando não tiverem (ou não puderem) mais no que consultar (seus livros sagrados)! Terão perdido a “Luz”?
A Verdade deve ser vivida antes de ser anunciada. Vivida pelo menos numa profunda reflexão. Temos que anuncia-la como um testemunho vivido. Se não for assim, quem a ouvir poderá fazer uso dela como se estivesse tomado o nosso tesouro para si.___ Bom para eles!
                                                      

Certa vez um religioso estava na porta do céu pelo lado de fora reverenciando a chegada de novos espíritos que adentravam ao Paraíso. Nesse dia um de seus ex-discípulos que chegava, o reconheceu e perguntou:
____ Mestre, o senhor não vai entrar?
E esse mestre lhe disse:
____ Ainda não tenho permissão! Eu lhe ensinei, mas não pratiquei! Você praticou e por isso fez por merecer os céus! Eu, porém, só agora estou praticando para merecê-lo também!
Muitos “mestres” anunciam a Verdade (muitas vezes, inconscientemente) para mostrar para si mesmos que sabem; que são superiores. Estes devem fazer uma séria reflexão. Surpresos irão descobrir que ao invés de amor, tem alguma espécie de desprezo pelos que os ouvem.
Não devemos nos sentir superiores. Porque não somos mesmo. Qualquer sensação de superioridade é um desprezível sintoma de presunção e de falta de humildade. O auto-falante (a caixa de som) não é a verdadeira voz que ouvimos; por isso não deve ser louvado ou aplaudido. A voz também não é o fio condutor, e também não é o microfone. Porque o pastor deve pensar que é o grande elemento da questão se nem é dono da própria voz? E o que dizer então da Verdade que anuncia? É ele o criador da Verdade? ____ Nós somos apenas “auto-falantes de Deus”!
A propósito do titulo deste texto (O que é a Verdade?), ele parece não ter sido respondido no decorrer desta exposição. E o que o torna muito atraente é o fato de Jesus Cristo não ter respondido tal pergunta ao governador Pôncio Pilatos, conforme narrativa bíblica. Mas neste caso ele não o fez simplesmente porque sabia que devemos sempre observar três indispensáveis quesitos antes de anunciar a Verdade: a pessoa, o momento, o local. Naquela ocasião, nem o momento e, principalmente a pessoa não se adequavam à ação. Porém eu lhes digo, em resumo, que a Verdade é o Bem. É nisto que se resume a Verdade Divina. E se te perguntarem o que é o Bem, diga-lhe que é o Amor e a Justiça. E, se não satisfeitos lhe perguntarem o que é o Amor e a Justiça; então lhe diga que isto é a Verdade. Mas se ainda voltarem ao principio perguntando-lhe: o que é a Verdade? Sejas então sábio e cala-te; pois você esta diante do histórico governador outra vez. São cheios da matéria, mas são pobres do espírito.
Muitos são os que ainda não tem amadurecimento para compreender a Verdade. Os mais imaturos são aqueles que vêem a morte como um fim. Esses terão surpresas. Entretanto, ainda que surpresos, não ficarão decepcionados. Afinal, se eles não têm nenhuma expectativa quanto à vida após a morte; não há do que se decepcionar. Decepção haverão de ter esses que pensam que Deus é propriedade particular de sua igreja e dos seus livros; e que pensam que eles têm lugar reservado nos céus porque falam em nome de Deus. A senha não esta na boca que anuncia, mas no coração puro de amor que pratica, reage e vive.
Mesmo que se anuncie a Verdade de forma equivocada, que se anuncie um deus ilusório ou incorreto; se a intenção ardente é a de iluminar o outro por crer no que crê, e age por instinto de Amor; tanto este quanto também o outro, porque crê também, estarão iluminados. Estes já alcançaram infalivelmente o Reino de Deus. 
Só o Amor salva. Só o Amor salva.
Amemos! Isto é Vida! Isto é, em resumo, a Verdade!

29/06/2012

A MENTE É UM CAVALO ARREADO


Silvio Marques

Recentemente um querido sobrinho comentou numa roda de amigos a meu respeito, tocando em meu ombro e dizendo assim: “Difícil é tirar este aqui do sério”!

Comentários assim me trazem contentamento porque comprova a correta “direção” em que “guiei a minha mente”, autenticando assim a minha serenidade.

O que ele disse, pelo menos aparentemente, é pura verdade. Entretanto, a serenidade demonstrada por mim em certas situações nem sempre autentica o sentimento que se processou em minha mente diante da “proposta” (situação ou comentários) apresentada. Quando tais “propostas” são desagradáveis (ofensivas, caluniadoras ou desonrosas, por exemplo) brota sempre uma sensação incomoda, às vezes muito dolorida, que faz até despertar a “flecha do revide”. É por isto que os conflitos acontecem entre as pessoas. E em mim também se processa assim. ___ Afinal, ainda estou humano!

Toda ação promove uma reação. Isto é uma Lei tanto física como mental. Mas a lei não estabelece qual reação deva ser adotada para cada situação circunstancialmente apresentada. É como dirigir um veículo. Os buracos e tantas outras adversidades na estrada aparecem de repente; e você tem que tomar uma decisão para não colidir, atropelar ou cair no buraco.

Todos querem aprender a dirigir um carro, uma moto, uma lancha. Guiar com competência um veículo deslizando pelas estradas, é mesmo um grande prazer. Mas poucos são os que se preocupam em tomar a direção da própria mente e exercitar isto, para saber como deva “guiá-la” para desviar-se das adversidades da vida.

Veja este diálogo entre um mestre e seu discípulo:

___ Mestre, minha mente muitas vezes é invadida por pensamentos muito ruins quando ouço comentários que me desagradam. Alguns desses comentários quase me roubam a serenidade e promovem o desejo de revide. Isto me incomoda bastante porque macula a paz que busco estar e em harmonia com o universo!

O Mestre, então, o interrompe e lhe diz:

___ Filho, a mente é um cavalo arreado que corre velozmente! Você deve descer do cavalo da mente!

Rennan, o discípulo, então pondera:

___ Mestre, mesmo assim vou continuar pensando! A minha mente vai continuar ativa! Como vou me livrar dessas perturbações?

E o mestre lhe disse:

___ Quem na verdade está galopando este cavalo não é a sua mente genuína! Mas sim, a mente do orgulho, do ciúme, dos vícios, do medo, das dúvidas, dos conceitos e pré-conceitos do homem! Tudo isto lhe apressa; te oprime, te cega! E você perde muito da capacidade saudável de raciocinar e decidir com serenidade!

Devemos todos observar que, estando galopando um cavalo ou guiando um veículo, não temos o domínio total da situação, não somos o supremo mandatário. Temos boa parte do controle, mas não o controle total. Com a nossa mente “galopante” também se processa assim. Entretanto, se tomarmos “posse da direção” de nossa mente (descer do cavalo) teremos o controle total.

Quando eu ainda “estava com a mente à cavalo”, algumas vezes me peguei em conflito com “as minhas mentes”. Assistindo um bom filme à noite, por exemplo, perdia boa parte da trama porque uma parte de minha mente alertava que eu devesse dormir porque teria logo cedo (dia seguinte) sérios compromissos profissionais. A outra parte, entretanto, impunha que eu assistisse ao filme até o fim para conhecer o epilogo e concluir o lazer. Como os meus compromissos profissionais são, naturalmente, mais importantes do que um filme, foi aí que eu aprendi a descer do cavalo da mente citado pelo mestre ao discípulo. Passei a dar mentalmente o “grito de independência”, batendo no peito e dizendo: “Aqui quem manda sou eu”. Este foi o grito da minha mente genuína. E assim também se processa em quase todas as situações que vivencio. ___ Sim, quase todas!

Nenhuma mania, nenhum vício, nenhum costume ou tentação deve poder raptar a sua Mente Genuína para “dar um passeio galopante”. Nem mesmo uma grande paixão, ou até mais do que isto, uma arrebatante devoção.

Eis aí a fronteira entre o território dos fracos, e o território dos fortes. Eis aí a fronteira entre o “falso”, e o Verdadeiro; entre o território das trevas, e da Luz.

Lembre-se: a mente é um cavalo impetuoso, quase indomável, que pode nos conduzir a sérios contratempos.



Existem alguns hábitos providenciais a respeito do domínio da mente, tal qual “contar até dez num determinado momento de iminente descontrole”, que nada mais é do que um claro exercício do que seja “descer do cavalo da mente”. A diferença é que descer do cavalo já (agora) transformando a nossa personalidade e modificando nossos impulsos, é muito mais seguro do que circunstancialmente ter a possibilidade de lançar mão da providencial atitude de contar até dez. Voce poderá conseguir; mas, como bem sabemos, raramente conseguimos.

Devemos nos matricular logo na “escola de habilitação” da mente. Conhecendo as leis mentais e exercitando sempre a ação de descer do impetuoso cavalo, tornar-se-á um hábito que refletirá na nossa personalidade. E assim, será muito mais difícil nos “tirar do sério”.

Paz esteja contigo.

15/06/2012

O homem é como uma semente


Silvio Marques

O homem como um elemento da natureza carrega em si a força (energia), o dinamismo, o movimento. Podemos chamar essas propriedades de “substancias energéticas”. Tem também como bem sabemos os cinco sentidos físicos: visão, audição, paladar, tato e olfato.  A esses sentidos podemos denominá-los de “substâncias sensoriais”. Além disso, ele é dotado de uma alma ou espírito; constituído de Sabedoria, Amor, Alegria, Justiça, Generosidade, Compreensão, etc., que podemos chamá-los “Substancias espirituais”. Observando-o com esse aspecto, vemos claramente que ele no seu todo é como uma semente vegetal dotado de muitas “substancias”.

Uma semente de arroz possui em seu interior determinadas substancias vegetais características da sua espécie. Toda a vez que se plantar uma dessas sementes, ela frutificará grãos de arroz, do qual poderemos extrair infalivelmente as substancias que a compõe.

Entendemos que jamais os grãos de arroz duvidaram da sua natureza, e que tenham recorrido aos santos ou anjos para abençoa-los e ajudá-los a fazer aflorar toda a sua potencialidade e capacidade de produzir as substancias que os constitui. Porisso Jesus disse: “Se tiveres fé como uma semente de mostarda farão obras como a minha...” Ele, Jesus, manifestou toda a sua potencialidade; assim como fazem naturalmente os grãos vegetais, tais como o arroz e a mostarda.
                              
Ao homem, cuja constituição é composta por todos os elementos acima citados, tanto físicos como espirituais, basta-lhe nascer neste mundo como uma semente plantada na terra, e frutificar toda a sua potencialidade e natureza da sua espécie.

Se lhe falta algum elemento dessas substancias; qualquer delas, não é por falha da natureza. ____ Deus não erra! Lembra-se? ____ Havendo carência em um dos sentidos físicos (a visão desde o nascimento, por exemplo) isso prova a existência de outras vidas. Afinal, ninguém vem ao mundo com carências ou imperfeições, simplesmente por falta de sorte ou erro de Deus.

Todas as nossas ações só podem ser classificadas entre duas categorias: boas ou más. Sendo boa, é crédito; sendo má, é débito. Ação Boa: é bênção; ação má: é maldição. Embora possa parecer o contrário, a natureza não tem reações más. Ela sempre cumpre as leis e dá resposta às nossas “ações”. É a Lei de causa e efeito... Colhe-se o que se planta.

O arroz tem a mesma constituição dos princípios dos tempos, porque sempre cumpriu com humildade e pureza a sua “missão”. Por isso nunca lhe faltou nenhum elemento da sua original constituição (exceto por manipulação do homem). O arroz é incapaz de negar os nutrientes que ha em seu interior para esse ou para aquele que o consome. Jamais fez ou fará julgamentos discriminatórios ou seletivos para decidir a quem deva se doar. Ele alimenta humilde e indistintamente aos justos ou criminosos.

                                                                 
 Devemos considerar que a riqueza que ha no interior de todas as coisas e das pessoas, não é patrimônio particular de cada um. Para que serve para o grão de arroz as suas próprias substancias? Para nutrir-se de si mesmo? Analogamente, para que serve para si mesmo o amor que o homem tem em seu interior? Amar a si mesmo não é praticar o próprio amor! O amor que o homem tem, é a substancia que nutre o coração do outro! Em contrapartida nós nutrimos o nosso coração com o fruto dessa ação. E como se já não bastasse, ainda receberemos o amor do outro.

Talvez alguém possa pensar: “É natural o arroz, o feijão, o milho, a mostarda, etc., nutrir tanto aos justos quanto canalhas; pois eles não têm o poder de decidir!” Mas é isso mesmo que faz de nós o mais completo da criação. O arroz só pode dar amido porque é o que ele tem para dar. Amor, compreensão e perdão, somente o homem tem. E se há entre vós alguém que não consiga dar isto; reflita bem. O mal pode estar em ti. Você germinou colônias do mal em seu coração, como pragas que se instalam em plantas desamparadas e mal cuidadas.

Enfim, somos apenas “pontes e estradas” pelas quais transitam a Vida, o Amor, a Sabedoria de Deus. A nossa fé, nossas orações e ações religiosas são autênticos exercícios de manutenção e reparos dessas estradas. Quando agimos com amor, justiça, sabedoria e alegria nos transformamos em magníficos caminhos pelos quais O Pai Se faz transeunte.
Isso sim é um privilégio! Isso é que é benção!

01/06/2012

Discriminar é pecado?


Silvio Marques

No presente momento onde umas das palavras de ordem no mundo globalizado é “discriminação”, quase todas as classes se mobilizam para exigir ou garantir os seus direitos em nações que adotam a democracia (ou não). As categorias profissionais, as etnias, as organizações nas suas mais diversas características e individualidade se unem em vibrantes e determinados (às vezes corajosos ou até heroicos) movimentos denunciando as suas agonias; buscando com isso chamar a atenção da sociedade como um todo. Entre elas estão também as instituições religiosas cristãs, que num passado não muito distante sofreram tanto com os efeitos da discriminação.
Entretanto, no momento são exatamente as que cometem uma gravíssima discriminação. Sempre que chamam “Jesus de Deus” ou dizem que “só Jesus Cristo salva” (principalmente), estão automaticamente “tomando posse” do Criador como se O mesmo só lhes “pertencesse”; invalidando assim todas as demais organizações religiosas (ainda que somente em suas preconceituosas cabeças), desrespeitando frontal e perigosamente seus credos e conceitos. Acho acintosa e até grosseira esta forma presunçosa com que se pronunciam.
O fato de um cego não enxergar, não invalida as imagens vista pelas demais pessoas. Assim como também, as imagens dos que enxergam com os olhos da carne, não invalida as imagens espirituais vistas pelos que pensamos serem cegos. É hipocrisia falarmos de Amor e fraternidade se não é respeitado o coração do outro. Para Deus somente existe uma “Imagem”: O Amor.
Este artigo não tem a intenção de mobilização da defesa de direitos deste ou daquele. Particularmente creio em Deus, mas não tenho religião. A minha fé resume-se a “Deus e Eu”. Sem doutrinas, intercessores, anjos ou mestres.____ Não é necessário quando vivemos como uma constante “Oferenda para Deus”, em pensamentos, palavras e atos!
A minha fé não está plantada nos ouvidos. A fé plantada nos ouvidos dificilmente desce ao “coração”. Toda a Verdade, Justiça e Amor foram “plantados” em todas as pessoas desde o principio. É por isto que quando chegamos diante d’Eles podemos então identifica-los. A grandeza de Deus somente pode ser percebida por aqueles que estão com essas origens afloradas.
Muitos “estão amarrados” nas igrejas, templos ou sinagogas, porque essas instituições muitas vezes são para eles um Porto Seguro. Mas, observem: porto seguro é serventia para embarcações avariadas também. E é sempre um ótimo refugio para marinheiros que ainda não sabem ou que tem medo de navegar.
Um grande líder religioso é como o comandante de um grande navio. Carrega consigo muitos passageiros de pouco “conhecimento marítimo”. Mas seria muito bom que cada um “conduzisse seu próprio barco”. Ou então, serão simples viajantes "mareados ou adormecidos" com o “balanço do mar”.
Solte as amarras da mente e do preconceito.
                               Despertar é preciso!

18/05/2012

SE A MENTE ESTA NO FOGO... A ALMA ARDE.


Silvio Marques

Qual destas ações seria a menos indigna para uma pessoa atuar se tivesse coragem de fazê-lo?
Roubar, furtar, extorquir, explorar, apropriar-se indevidamente. Todas estas abomináveis ações tem suas diferenças bem definidas juridicamente. Entretanto, é bem claro que convergem a um único ponto: a apropriação indevida.
Juridicamente existem ainda definições para os outros agentes destas ações: O Sujeito ativo = quem furta, o crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. Sujeito passivo = quem é furtado. Este pode ser tanto a pessoa física, como a pessoa jurídica, pois esta também tem patrimônio. Tipo objetivo: A ação física é a de subtrair, que significa retirar a coisa do legítimo possuidor contra a vontade deste. Por coisa entende-se qualquer coisa corpórea com valor econômico, independentemente de ser tangível. Podendo ser também coisa corpórea apenas de valor sentimental bastando que faça parte do patrimônio (fonte: internet)

Muito provavelmente nenhum dos senhores leitores desta página sentem-se (pelo menos até aqui) incluídos como sujeito ativo nessa questão. Não obstante, peço licença e convido-os para que façamos uma reflexão. Analisemos com atenção este episódio.

“Certa senhora, naturalmente impulsionada pelos problemas que a atormentavam, veio até mim para uma consulta. Em nossa conversa ela casualmente me informou que era aposentada há treze anos. Não sei se a minha fisionomia me denunciou; mas sinceramente achei muito estranho. Como uma pessoa tão jovial e saudável poderia estar a treze anos sem prestar serviços para a comunidade? Como uma pessoa pode ficar tanto tempo sem contribuir com a construção do mundo, e por tanto tempo não perceber que vive como um mendigo que recebe sem trabalhar? ___ Ela não me parecia doente; nem física nem mentalmente.”

Bem sabemos que um médico estuda as “feridas” do corpo de uma pessoa para identificar as causas e promover o processo de cura desse paciente. Pelo tipo de ferida ele faz a “leitura” de toda a situação. Assim também somos nós que estudamos as coisas da mente, as coisas do espírito. Aquela senhora nem percebeu, mas o seu comentário quanto à questão da sua aposentaria, foi para mim a exposição de uma ferida.
“Quem com ferro, fere; com ferro será ferido.” Lembram-se desta máxima? Isto é uma Lei mental. “Colhemos o que plantamos.” A bíblia e outros tantos livros sagrados estão recheados de citações quanto a estas Leis.

Segundo o seu relato, havia em sua vida problemas tais como desarmonia familiar, marido distante, filho usando drogas, dificuldades financeiras. Tudo isto construindo e alimentando um “tumor mental” manifestado em forma de tristeza, desânimo, tormento e sofrimento para ela.


Analisemos a questão: Deus deu aos seus filhos toda a riqueza do mundo. Somos herdeiros da alegria, da abundancia, da paz, da saúde, da harmonia, de todo o bem, enfim. Se uma pessoa não está vivendo estes aspectos, não esta podendo usufruir deste seu divino “patrimônio”, é porque ela está sendo, de alguma forma, “roubada” dos seus direitos.
Todo o ganho de uma pessoa que procede assim como esta senhora vem procedendo, é amaldiçoado. E todos aqueles que usufruem desse ganho herdam também o seu passivo maldito. Este tipo de pessoa tem mente semelhante à de um criminoso; não dimensiona o mau que esta cometendo. Esta cometendo o crime de apropriação indevida, sem nem se tocar. E muitas delas ainda pensam que estão sendo espertas. Mas, diz a Lei: “Se a mente esta no fogo, a alma arde”. ___ Penso que isto é que deva ser o inferno!

Naturalmente que eu não disse nada disso para aquela senhora. Não seria tão cruel. Mesmo porque, sabia que diante de mim estava uma carente filha de Deus aguardando a orientação do Pai através de mim.

Perguntei como estava a sua vida religiosa e ela me disse que orava ardentemente e frequentava os cultos na igreja com muita devoção. Mas, mesmo assim aquela angustia não passava; os problemas permaneciam e se multiplicavam. Estavam sempre ali como que algemados em seu coração.

Então lhe disse, com a coragem que a situação impunha:

A senhora acha mesmo justa a sua prematura aposentadoria? Está me parecendo muito saudável e em condições de ofertar algum tipo de trabalho para a coletividade! Se não vem fazendo assim, me faz pensar que está lhe faltando sentimento de gratidão e generosidade! Acha mesmo natural receber o seu salário sem a contrapartida do trabalho; tendo condição de fazê-lo?

Ela apresentava até este momento uma fisionomia muito preocupada. Mas, bem de leve chegou a balançar a cabeça afirmativamente, e suspirou.

Disse-lhe, então: Quando aposentamos nós estamos abdicando de alguns “direitos” também; não é assim? Não só dos deveres. Reveja a sua atitude mental! Ponha mais amor e sentido de justiça em todos os seus atos! Faça tudo o que fizer a partir de agora, como oferenda para Deus! Tenho certeza: tudo vai se ajustar, não só na sua vida, mas na dos seus filhos também que são seus legítimos herdeiros! Não abdique dos seus “direitos” como herdeira de Deus! ___ E assim encerrei.
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Enquanto as pessoas permanecerem com atitudes não dignas de um filho de Deus, nada em sua vida se ajustara. Todos os procedimentos que fizerem para amenizar a sua dor, ou curar de vez as suas “feridas”, terão o mesmo resultado que o de assoprar um dedo para resfria-lo, estando com a mão no fogo.

Considere sempre isto: Todo o mal por alguém praticado tem a contrapartida de um mal multiplicado.

Paz esteja com contigo!

04/05/2012

ENTÃO, SOU DEUS! QUE BOM SABER QUE SOU!

Silvio Marques
           Ainda  aqui em pleno século XXI, se alguém afirmar que é Deus, será visto por muitos como um louco. Poderá até ser apedrejado (ainda que mentalmente), e certamente será odiado por esses, ou visto com algum desprezo por outros. Principalmente pela reacionária ótica espiritual dos mais “religiosos”, ou pela perdoável ignorância de outros tantos. Isto é o flagrante sinal do atraso em que está adormecida a comunidade religiosa, e por consequência, toda a humanidade.
      Ainda que o livro sagrado dos cristãos (a Bíblia) afirme que somos todos à Imagem e Semelhança do Criador, as organizações religiosas parecem não desejar que as pessoas se apresentem assim; que se sintam assim, que passem a manifestar essa Imagem em suas vidas, porque, senão; estas pessoas não precisarão mais de religião, de suas igrejas e de seus “serviços”.
       Entretanto, esta é que deveria ser a meta dessas organizações; porque é esta a mais sublime meta de uma religião, ou seja: Despertar o homem para a sua semelhança com Deus; “religa-lo a Deus” (entre aspas, porque nunca estivemos desligados Dele).
Conhecendo o seu Pai, o filho passa saber o que é e o que deve, então, fazer. O cachorro late; o cabrito berra; o gato mia; e todos os seus “descendentes” fazem o mesmo que os seus respectivos pais.
Diz a máxima: Filho de peixe, peixinho é. Deus é Amor: o homem só deve Amar.

       Se um leãozinho, que se perdeu da sua mãe e se juntou a uma matilha de cães, não conhecer os seus pais e semelhantes, ele jamais irá rugir. Ainda que nunca venha a latir, também não irá rugir. Jamais irá manifestar à sua natureza, pela simples razão de não conhecê-la. Poderá até se tornar um bondoso, divertido e gentil “cãozinho”; mas jamais vivera como um leão de verdade.
       Entretanto, ainda que jamais venha a vivenciar o que de fato é, em seu interior já esta contemplado a sua Natureza Original. E assim permanecerá até que um dia desperte.
                    Um abacate afirmou certa vez para outro abacate:
        ____ Eu sou um abacateiro! ____ e o outro, surpreso e debochado, disse-lhe:
        ____ Não vejo os seus galhos! Não vejo as suas folhas! Como pode afirmar que tu és um abacateiro? ____ e o primeiro, serena e sabiamente, lhe respondeu:
        ____ Basta eu plantar no mundo o que tenho dentro de mim!

       Na verdade ninguém precisa anunciar que é Deus, ou mesmo Filho de Deus. Não precisamos desta propaganda; não somos candidato a isto. Basta, apenas, plantarmos no mundo a nossa Natureza Original.
      O caroço do abacate, filho do abacateiro; equivale ao Amor que tem dentro do homem: O Filho de Deus.

        Que Deus seja louvado nas nossas ações do dia a dia! Plantemos Amor, pois!

Importantes informações

  Nota de agradecimento e importantes informações aos Leitores e                              seguidores deste Blog em todo o planeta. Ess...